Pulmonale

Carta Aberta à Ministra da Saúde a pedir plano nacional de rastreio do cancro do pulmão e arranque de campanha de sensibilização “Há muito que a partida foi dada”

Pulmonale acaba de lançar a campanha nacional “Há muito que a partida foi dada!”, que alerta para o atraso de Portugal na implementação de um programa de rastreio do cancro do pulmão de base populacional. A iniciativa surge na sequência de uma Carta Aberta que a associação enviou à Ministra da Saúde, Dra. Ana Paula Martins, a pedir um plano nacional de rastreio com metas, calendário e compromissos claros e públicos.
A carta foi subscrita por várias entidades, entre as quais a Sociedade Portuguesa de Cirurgia Cardíaca, Torácica e Vascular, o Grupo de Estudos do Cancro do Pulmão, a Fundação Portuguesa do Pulmão, o Grupo de Trabalho de Prevenção e Diagnóstico Precoce da Sociedade Portuguesa de Oncologia e a Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar.
 
A campanha recorre a uma metáfora visual forte: uma corrida de atletismo em que cada atleta representa um país europeu e o estado de implementação do rastreio. Enquanto os restantes corredores, como Espanha, Inglaterra, Alemanha, Polónia, Croácia, Polonia ou República Checa, já avançam em direção à meta, o atleta português permanece parado na pista, ainda em fase de aquecimento. A mensagem é clara: “Há muito que a partida foi dada! Por cá, ainda estamos a aquecer!”.
 
“Em Portugal, a evidência existe, a recomendação europeia também e os doentes não podem esperar mais. Falta decisão política”, afirma a Dra. Isabel Magalhães, presidente da Pulmonale. Com esta campanha queremos que todos os portugueses em risco tenham a mesma oportunidade: chegar a tempo.”
 
Carta Aberta pede plano nacional com metas e calendário públicos
Na Carta Aberta, a Pulmonale e as entidades subscritoras lembram que os dois projetos-piloto de rastreio anunciados em 2025 nunca chegaram a arrancar e que, em 2026, a informação sobre eles mudou sem articulação com a que tinha sido divulgada antes.
“Um projeto-piloto não é, nem pode ser confundido com um programa nacional de rastreio”, sublinha Isabel Magalhães, presidente da Pulmonale, que defende a integração destes projetos numa estratégia nacional clara e pede que as associações de doentes sejam ouvidas como parceiras, “e não apenas informadas pelos jornais”.
 
A carta pergunta ao Ministério da Saúde que planos tem e em que prazo os vai apresentar, e apela ao Governo para que se comprometa, sem mais adiamentos, com um plano nacional de rastreio de base populacional, alinhado com as recomendações científicas e com o Plano Europeu de Luta Contra o Cancro.Para além do envio à Ministra da Saúde, a Pulmonale solicitou uma reunião com a tutela para apresentar as recomendações da carta, que será também partilhada com os eurodeputados portugueses e com a Comissão Europeia.
Fonte: 
Harmon
Nota: 
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