"MATÉRIA HUMANA"

Fotografia e testemunhos reais sensibilizam para o impacto dos tumores cerebrais

Um tumor cerebral muda muita coisa. Mas além de cada diagnóstico, há uma pessoa, um nome, uma identidade, uma forma de estar no mundo, há relações, projetos, receios e memórias que ninguém consegue resumir num conceito clínico.

O diagnóstico passa a fazer parte da história, mas não representa quem cada pessoa é. É neste sentido de dar visibilidade a quem vive com este tipo de tumores, aos seus familiares e cuidadores, que nasce a campanha "MATÉRIA HUMANA - Histórias que nos Habitam".

A iniciativa da Associação Portuguesa do Cancro no Cérebro (APCCEREBRO), em colaboração com o projeto GENE – Memória de Mim, do fotógrafo José Carlos Costa, com o apoio da Servier Portugal, é lançada a propósito da Semana de Sensibilização para os Tumores Cerebrais 2026, que coloca as histórias, experiências e percursos no centro da sensibilização.

Através da conjugação de registos fotográficos com testemunhos pessoais, a campanha pretende criar um espaço de reconhecimento e partilha, contribuindo para uma compreensão mais humana da realidade da doença e das suas múltiplas dimensões. Isto porque os tumores cerebrais têm implicações que vão muito além do momento do diagnóstico e do próprio percurso clínico.

“Viver com um tumor cerebral é uma experiência que ultrapassa o diagnóstico e os tratamentos, refletindo-se na autonomia, nas relações interpessoais, na vida profissional, na saúde emocional e na forma como cada pessoa se relaciona consigo e com a comunidade. A informação clínica é fundamental, mas a compreensão integral da doença exige também que se oiçam as pessoas que a vivem”, refere Francisco Gamboa, Diretor-Geral da APCCEREBRO. “Considerando que nem sempre estas vivências encontram lugar na comunicação pública, procurámos com esta campanha dar espaço a essas vozes.”

Para isso, recorre-se a uma linguagem visual e narrativa acessível, centrada na singularidade de cada indivíduo, que passa pela conjugação de retratos fotográficos com testemunhos pessoais, evitando reduzir as histórias de cada pessoa ao diagnóstico ou à condição da própria doença.

“Trata-se de humanizar a comunicação sobre a doença, aproximando a sociedade das experiências, dos desafios e das necessidades de quem vive com tumores cerebrais, tornando-as aquilo que elas já são - protagonistas das suas próprias histórias - e dotando-as ainda do papel de agentes ativos na sensibilização”, acrescenta.

A campanha será divulgada nas redes sociais da APCCEREBRO, estando também presente em mupis digitais numa rede de hospitais a nível nacional, permitindo levar estes retratos e histórias a contextos de prestação de cuidados de saúde.

Fonte: 
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Nota: 
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