ACT for Anaphylaxis Alliance lança o primeiro Índice de Boas Práticas e um apelo para reforçar capacidade de resposta para a anafilaxia na Europa

Durante o evento, a Aliança apresentou o primeiro Índice Europeu de Boas Práticas, que evidencia diferenças significativas na preparação dos vários países e identifica oportunidades para reforçar a resposta e os cuidados, juntamente com um Apelo à Ação, baseado em oito pontos, que define prioridades para melhorar a preparação para a anafilaxia nas áreas de Acesso, Cuidados e Formação na Europa.
No evento de lançamento da Act for Anaphylaxis Alliance, o eurodeputado Kulja destacou o propósito e as ambições da Aliança: “Foi um prazer acolher este importante evento e apoiar o lançamento do Act for Anaphylaxis Alliance. O seu propósito é prático: identificar onde a capacidade de resposta está a falhar, partilhar o que já funciona, reforçar a base de evidência e impulsionar as alterações políticas necessárias para proteger a segurança e a qualidade de vida das pessoas que vivem em risco de anafilaxia”.
A anafilaxia pode tornar-se potencialmente fatal em poucos minutos, mas a preparação, o acesso ao tratamento de emergência e a capacidade de resposta continuam a variar na Europa.
Embora uma reação alérgica grave possa agravar-se em apenas alguns minutos, os tempos de resposta dos serviços de emergência na União Europeia podem variar entre 10 e 30 minutos, tornando fundamental o reconhecimento rápido da situação e a atuação imediata das pessoas presentes no local. Cerca de 1 em cada 300 europeus irá sofrer um episódio de anafilaxia ao longo da vida.
Para basear a sua intervenção com evidências concretas, a Aliança desenvolveu também o primeiro Índice Europeu de Boas Práticas, que avalia o desempenho dos Estados-Membros da UE em três áreas centrais da preparação para a anafilaxia: formação, acesso a tratamento de emergência e capacidade de resposta. Esta avaliação identifica várias políticas nacionais que já servem de modelo a seguir por outros países — desde requisitos de formação nas escolas até à clareza jurídica para socorristas não profissionais de saúde — assim como as áreas onde ainda existem lacunas significativas.
No seu lançamento, a Aliança apresentou também um Apelo à Ação em oito pontos, destinado a colmatar estas lacunas e a reforçar a capacidade de resposta para a anafilaxia a nível europeu e nacional. Estes incluem o desenvolvimento de princípios europeus comuns para a preparação em contextos de alto risco, o reforço da educação e da formação, a melhoria do acesso ao tratamento de emergência nas escolas e em outros contextos públicos críticos (pelo risco ou densidade populacional), e uma maior clareza jurídica para os socorristas com formação, mas não profissionais de saúde. O Apelo à Ação aborda ainda a necessidade de financiamento sustentável e, de dados e monitorização mais robustos, para apoiar a sua implementação.
Consulte o Apelo à Ação aqui.
Consulte o Kit de Boas Práticas aqui.
A ACT for Anaphylaxis Alliance foi criada em torno de três prioridades interligadas: Acesso, Cuidados e Formação. A Aliança reúne doentes e cuidadores/familiares, representantes diversos e relevantes no que é a anafilaxia, profissionais de saúde, organizações de doentes, bem como decisores políticos, com o objetivo de reforçar a forma como a anafilaxia é abordada a nível europeu e nacional.
Organizado pelo Eurodeputado András Kulja e realizado no âmbito da Presidência Irlandesa do Conselho da União Europeia, o evento constituiu uma plataforma de discussão sobre as medidas políticas necessárias para reforçar a capacidade de resposta para a anafilaxia, incluindo contextos para além da saúde.
Foi dada particular atenção à preparação das escolas, uma vez que a segurança das crianças em risco de anafilaxia depende do acesso ao tratamento, de procedimentos claros e da capacidade do pessoal escolar para reconhecer e responder eficazmente e atempadamente a uma emergência.
Esta abordagem mais alargada reflete-se no foco da ACT no Acesso, Cuidados e Formação, reconhecendo que uma preparação eficaz exige que estas áreas sejam consideradas em conjunto.
Para Antonella Muraro, Co-Chair da ACT for Anaphylaxis Alliance, o apelo destina-se a impulsionar uma mudança real e baseada em evidência: “Este apelo à ação não é um gesto simbólico. É um documento de referência de trabalho, fundamentado em evidência clínica e moldado pelos profissionais de saúde, médicos, doentes, famílias e cuidadores que conhecem esta questão mais de perto”.
A Aliança irá agora concentrar-se em transformar conhecimento especializado, evidência científica e experiência vivida em prioridades práticas para a ação política, identificando lacunas e partilhando abordagens que possam melhorar a preparação para a anafilaxia na Europa.
Para Ángel Sánchez, Co-Chair da Aliança, a prioridade é garantir uma preparação para emergências e uma proteção das crianças e jovens consistentes na Europa: "Os doentes e os cuidadores precisam da garantia de que a capacidade de resposta a emergências não termina nas fronteiras nacionais. Embora as escolas sejam ambientes de aprendizagem e não clínicas, o pessoal escolar precisa da formação adequada e de clareza jurídica para poder agir em conformidade. Já existem modelos internacionais e europeus de referência que demonstram o que funciona — desde a existência de tratamento de emergência disponível até à implementação de planos de cuidados individualizados para cada criança. Precisamos agora de replicar estas boas práticas na Europa, para que nenhuma criança ou jovem fique desprotegido”.
