“Não deixe que a doença interrompa o seu lugar à mesa”

Europacolon Portugal sensibiliza para o Cancro Gástrico com campanha

A Daiichi Sankyo em parceria com a Europacolon Portugal assinala o Dia Mundial do Cancro Digestivo, a 30 de setembro, com a campanha de sensibilização "Não deixe que a doença interrompa o seu lugar à mesa”, que alerta para a necessidade do diagnóstico precoce e para a tomada de conhecimento sobre os fatores de risco e sintomas associados ao cancro do estômago.

Portugal continua a ser o país da Europa Ocidental com a maior incidência de cancro do estômago, com particular gravidade na região Norte. Segundo a Europacolon Portugal, os dados mais recentes disponíveis (referentes a 2022) indicam mais de 18 mil novos casos de cancros digestivos e cerca de 11.700 mortes por ano em Portugal, uma média de 30 óbitos por dia.1

O cancro do estômago afeta, maioritariamente, pessoas com mais de 45-50 anos, homens historicamente com maior incidência do que as mulheres, embora as mulheres portuguesas apresentem a 2.ª incidência mais alta da UE+2 para este cancro2 Dados que demonstram a relevância da iniciativa "Não deixe que a doença interrompa o seu lugar à mesa” cujo mote é o papel cultural que o estar à mesa, em família e entre amigos, tem na sociedade portuguesa.

A partir deste universo cultural e do significado associado ao gesto de pousar o garfo e cruzar a faca no centro do prato: Pausa. Interrupção. A refeição não continuou., nascem a imagem e o conceito desta campanha de sensibilização "Não deixe que a doença interrompa o seu lugar à mesa”. Cada dia da semana é dedicado a um sinal de alerta para o cancro do estômago e ao seu impacto à mesa. Existe assim, uma alusão a alguns dos eventuais sintomas do cancro gástrico e ao que significa estar à mesa entre amigos e família, o lugar onde se partilham momentos e emoções.

Os sintomas que podem estar associados ao cancro gástrico são sensação de enfartamento precoce e perda de apetite; azia e indigestão persistentes; dor abdominal ou desconforto na parte superior do abdómen; náuseas e vómitos, por vezes com sangue; fezes escuras ou presença de sangue nas fezes; perda de peso inexplicada e fadiga extrema. Mas, por serem sintomas inespecíficos desta patologia, por poderem ser persistentes e surgirem sem motivo aparente, devem ser avaliados por um médico.

A infecão por Helicobacter pylori é um dos principais fatores de risco de cancro gástrico. Historial familiar da doença, presença de mutações genéticas hereditárias, tabagismo, gastrite crónica atrófica, cirurgia gástrica prévia (ressecções para tratamento de úlceras) e consumo excessivo de álcool podem ser outros dos fatores de risco associados ao cancro gástrico.

E, embora a dieta alimentar não seja o fator de risco principal assume um papel importante, quer na prevenção como perante o diagnóstico e durante o tratamento do cancro gástrico, devendo ser evitado o consumo de alimentos salgados, fumados e processados.

Na opinião de Vítor Neves, presidente da Europacolon Portugal, “acreditamos que a sensibilização para a doença é fundamental para aumentar a literacia em saúde e promover uma procura atempada de cuidados. Num país com uma carga particularmente elevada de cancro gástrico, consideramos também essencial aprofundar e implementar estratégias adequadas de prevenção e deteção precoce, em linha com a evidência científica e as recomendações europeias.”

A campanha "Não deixe que a doença interrompa o seu lugar à mesa” vai ser veiculada no meio digital, nomeadamente, nas redes sociais, até ao final de outubro.

"Não deixe que a doença interrompa o seu lugar à mesa” é uma campanha desenvolvida pela Daiichi Sankyo em colaboração com a Europacolon Portugal.

 

[1] Fonte: Europacolon Portugal / healthnews.pt, "Portugal lidera em casos de cancro gástrico com incidência superior no Norte", 29 set. 2025 (www.europacolon.pt).

2 Fonte: Europacolon Portugal; OECD/European Cancer Inequalities Registry, Portugal 2025.

 

 

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Nota: 
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