Investigador vence o Prémio João Monjardino

Marco Paschoalotto, professor da Escola de Economia, Gestão e Ciência Política (EEG) da Universidade do Minho, recebe esta sexta-feira o Prémio João Monjardino 2025, atribuído pela Fundação Francisco Pulido Valente (FFPV) e pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).
A cerimónia começa às 10h00, no auditório B1 do campus de Gualtar, em Braga. Prevê-se as intervenções do presidente da EEG, Luís Aguiar-Conraria, do presidente da FFPV, Rui Pulido Valente, da representante da presidência da FCT, Madalena Alves, e do vice-reitor para a Investigação da UMinho, António Salgado.
De seguida, Marco Paschoalotto apresenta o seu estudo laureado, “Health systems resilience: is it time to revisit resilience after Covid-19?”, publicado na revista científica “Social Science & Medicine”. O trabalho analisa os sistemas de saúde após a pandemia de Covid-19, propondo revisitar o conceito de resiliência destes sistemas à luz dos desafios estruturais, institucionais e políticos evidenciados pela crise sanitária global.
A pesquisa foi desenvolvida no Centro de Investigação em Ciência Política (CICP) da EEG-UMinho, em parceria com a Universidade de Harvard (EUA) e a Fundação Getulio Vargas (Brasil). Marco Paschoalotto é diretor-adjunto do CICP e também professor da Universidade das Nações Unidas – Unidade de Governação Eletrónica. Doutorado em Administração de Organizações pela Universidade de São Paulo (Brasil), estuda sobre políticas de saúde pública e governança.
Painel analisa o SNS perante crises
A cerimónia prossegue, às 10h25, com o painel “O SNS (Serviço Nacional de Saúde) perante crises: lições sobre resiliência, adaptação e futuro”. Os oradores convidados são André Peralta, subdiretor-geral da Direção-Geral de Saúde; Manuel Pizarro, vereador do Município do Porto e ex-ministro da Saúde; e Margarida Tavares, diretora da Comissão de Gestão da Urgência e Cuidados Intensivos no Hospital de São João e ex-secretária de Estado da Saúde. Uma hora depois, será assinado um protocolo entre a FFPV e a Sociedade Portuguesa de Saúde Pública, seguindo-se a entrega formal do Prémio João Monjardino 2025.
Este prémio visa estimular a investigação, o desenvolvimento experimental e a inovação nas ciências biomédicas e da saúde, distinguindo anualmente, com 10 mil euros, um/a cientista até 35 anos a trabalhar em Portugal que assinou o melhor artigo científico do último ano num tema desta área. A edição 2025 incidiu no tema “Saúde Pública e Políticas de Saúde”. Em 2003, foi lançado o Prémio Pulido Valente, que foi renomeado em 2021 para Prémio João Monjardino, evocando este médico e investigador (1936-2019), pioneiro em virologia e oncologia em Portugal.
