Vírus do Nilo Ocidental

As lições que Portugal pode retirar dos alertas em Espanha

A Rentokil Initial Portugal alerta para a importância da prevenção e da vigilância contínua no controlo dos mosquitos. Embora Portugal não se encontre atualmente numa situação de alerta semelhante, a proximidade geográfica e as condições climáticas tornam essencial reforçar a vigilância e adotar medidas de prevenção.

Os recentes alertas relacionados com o vírus do Nilo Ocidental em Espanha e o aumento da preocupação em vários países europeus, incluindo França, vieram reforçar a necessidade de uma abordagem preventiva no controlo das populações de mosquitos vetores de doenças.

Segundo a Rentokil Initial Portugal, especialista em controlo de pragas, os acontecimentos registados nos países vizinhos demonstram que o combate aos mosquitos deve começar muito antes do aparecimento de surtos ou do aumento significativo da sua população. "Os mosquitos não conhecem fronteiras e os recentes alertas em Espanha e França mostram que a prevenção continua a ser a melhor ferramenta para minimizar riscos. Esperar que o problema se torne evidente é atuar demasiado tarde", afirma Angelino Pina, especialista da Rentokil Initial em controlo de vetores (controlo de mosquitos e outras pragas com impacto na saúde pública).

Em Portugal o aumento da temperatura e a alteração do regime de chuvas (mais intensas e esporádicas de maio a outubro), associados a um Q10 significativo destes insetos (Q10 - Quociente de Temperatura, é um conceito biológico que mede o aumento na velocidade das reações metabólicas, e, consequentemente, no desenvolvimento e multiplicação. A regra geral dita que, ao subir a temperatura em 10 °C, o metabolismo dos insetos dobra ou triplica, ou seja, Q10 ≈ 2 a 3), o que se traduz em ciclo biológicos mais curtos e em maior pressão sobre as populações. Em planos de prevenção e controlo, a temperatura, precipitação e o Q10 articulam‑se para definir quando, onde e com que intensidade monitorizar e intervir sobre as populações de mosquitos.

As cinco lições que Portugal pode retirar da situação vivida no país vizinho:

  • A prevenção deve ser contínua: a monitorização e o controlo dos mosquitos não devem limitar-se aos períodos de maior incidência mediática. A prevenção atempada é determinante para reduzir a proliferação.
  • Eliminar locais de reprodução continua a ser a medida mais eficaz: pequenas acumulações de água em jardins, varandas, caleiras, recipientes ou pratos de vasos são suficientes para permitir o desenvolvimento de centenas de mosquitos.
  • A sensibilização da população faz a diferença: grande parte dos focos de reprodução encontra-se em espaços privados, tornando essencial a adoção de comportamentos preventivos por parte dos cidadãos.
  • Empresas e entidades públicas desempenham um papel essencial: hotéis, restaurantes, condomínios, espaços industriais, parques e áreas verdes devem integrar planos de gestão de integrada de mosquitos, especialmente durante os meses de maior atividade destes insetos.
  • As alterações climáticas reforçam a necessidade de vigilância: temperaturas mais elevadas e períodos prolongados de calor favorecem a atividade dos mosquitos e exigem uma resposta cada vez mais consistente ao longo do ano.

Uma estratégia eficaz passa pela combinação de monitorização técnica, eliminação de locais de reprodução, sensibilização da população e atuação precoce sempre que existam condições favoráveis ao desenvolvimento destes insetos.

"A experiência internacional demonstra que a prevenção é sempre mais eficaz do que a reação. Portugal tem a oportunidade de aprender com os acontecimentos registados nos países vizinhos e reforçar desde já as medidas que contribuem para reduzir o risco, preconizadas pela Direção Geral de Saúde)", conclui Angelino Pina.

Com décadas de experiência no controlo integrado de pragas, a Rentokil Initial acompanha de forma contínua a evolução dos fatores que influenciam a presença de mosquitos, apoiando empresas, entidades públicas e particulares na implementação de soluções preventivas adaptadas a cada realidade.

 

Fonte: 
Duzentos
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
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