Início do verão, 21 de junho

Pulgas, carraças e mosquitos: os riscos que o verão traz para cães e gatos

A chegada do verão traz dias mais longos, mais passeios ao ar livre e mais tempo passado fora de casa com os animais de companhia. No entanto, esta época do ano também favorece a atividade de pulgas, carraças e mosquitos, que podem afetar a saúde e o bem-estar dos animais.

Em Portugal, estudos recentes mostram que as infestações por pulgas continuam a ser frequentes, com prevalências de 33,6% em cães e 36,5% em gatos1, o que reforça a importância da prevenção antiparasitária ao longo de todo o ano, com especial atenção durante os meses de verão.

Segundo a AniCura, apesar de muitas vezes serem encarados como um incómodo menor, os parasitas externos podem provocar desconforto significativo e contribuir para o desenvolvimento ou transmissão de diversas doenças.

“As temperaturas mais elevadas e o aumento das atividades ao ar livre criam condições favoráveis à atividade dos parasitas. Embora o risco seja maior nesta época do ano, em Portugal a proteção antiparasitária deve ser mantida durante todo o ano. Muitas vezes, os cuidadores apenas se apercebem da sua presença quando surgem sintomas mais evidentes, mas a prevenção continua a ser a forma mais eficaz de proteção” explica Beatriz Almeida médica veterinária do AniCura Algarve Hospital Veterinário.

 

Sinais a vigiar

As pulgas podem provocar comichão intensa, irritação cutânea e dermatites alérgicas. As carraças, por sua vez, podem fixar-se na pele dos animais após passeios em parques, jardins ou zonas com vegetação, passando despercebidas durante vários dias. Já os mosquitos representam um risco adicional por poderem atuar como vetores de determinadas doenças parasitárias.

O impacto destes parasitas vai muito além do desconforto imediato. Em alguns casos, podem estar associados à transmissão de doenças ou originar complicações que exigem acompanhamento médico-veterinário”, acrescenta Beatriz Almeida.

Apesar de o risco aumentar em animais que passam mais tempo no exterior, os especialistas alertam que mesmo os animais que vivem maioritariamente dentro de casa não estão totalmente protegidos. Pulgas, carraças e mosquitos podem entrar facilmente nas habitações ou ser transportados através da roupa, do calçado ou durante os passeios diários.

 

Como proteger os animais durante o verão?

Face ao aumento das temperaturas e das atividades ao ar livre, são recomendadas algumas medidas simples para minimizar os riscos associados aos parasitas e a outros problemas frequentes nesta época do ano:

  • Manter a proteção antiparasitária atualizada, seguindo sempre a recomendação do médico-veterinário;
  • Verificar regularmente o pelo, as patas, as orelhas e os espaços interdigitais após os passeios;
  • Evitar passeios durante as horas de maior calor;
  • Garantir acesso permanente a água fresca e zonas de sombra;
  • Limpar regularmente camas, mantas e acessórios do animal;
  • Procurar aconselhamento médico-veterinário perante sinais como comichão persistente, alterações cutâneas, apatia, vómitos, dificuldade respiratória ou mudanças de comportamento.

 

Atenção também ao calor

Embora os parasitas sejam um dos riscos mais frequentes do verão, os especialistas recordam que as temperaturas elevadas podem também representar um perigo para cães e gatos. O sobreaquecimento e o golpe de calor continuam a ser situações potencialmente graves, sobretudo em animais mais vulneráveis, como os braquicefálicos, idosos ou com doenças pré-existentes.

Com medidas preventivas simples e acompanhamento regular, é possível reduzir significativamente muitos dos riscos associados ao verão e garantir que esta seja uma época segura para os animais de companhia”, conclui Beatriz Almeida.

 

Referência

  1. Epidemiological and molecular characterisation of flea infestations in dogs and cats in mainland Portugal. (2025). Parasites & Vectors, 18(1), 263. https://doi.org/10.1186/s13071-025-06904-x

 

 

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