Ordem dos Médicos

Celeridade no processo de contratação de médicos para o SNS

A Ordem dos Médicos considera imperativo que o mapa de vagas para colocação de médicos no Serviço Nacional de Saúde (SNS) seja divulgado com a máxima urgência, sublinhando que, neste momento, já surge tardiamente face às decisões que os jovens médicos estão a ser obrigados a tomar. Só com informação atempada será possível garantir previsibilidade, permitir o planeamento de vida e maximizar a capacidade de captação destes médicos pelo SNS.

Num mercado altamente competitivo, em que o setor privado e as oportunidades internacionais atuam com rapidez, qualquer atraso traduz-se numa perda efetiva de médicos. É neste momento que o SNS deve afirmar, de forma inequívoca, que quer contratar e fixar estes médicos.

"É essencial assegurar maior previsibilidade, transparência e responsabilidade em todo o processo de colocação dos médicos, desde a divulgação do mapa de vagas até à abertura efetiva dos concursos", afirma o Coordenador da Comissão para as Idoneidades e Capacidades Formativas.

José Durão sublinha que "a repetição de atrasos e indefinições num momento crítico de transição após o internato compromete o planeamento dos jovens médicos e fragiliza a capacidade do SNS de atrair e fixar profissionais de forma atempada e sustentada."

Os desafios do mercado, muito concorrencial, da Saúde “têm de ser enfrentados com mais proatividade. A Direção-Executiva do SNS e o Ministério da Saúde têm de antecipar e compreender melhor as dinâmicas dos recursos humanos. É necessário planear e atuar antes que ocorram perdas, desde logo com a publicação do mapa de vagas o mais cedo possível, idealmente antes de cada época de conclusão do Internato Médico. As vagas identificadas e não ocupadas devem manter-se abertas até serem efetivamente preenchidas, uma vez que correspondem a necessidades reais e persistentes do SNS”, argumenta o Bastonário da Ordem dos Médicos.

Carlos Cortes sublinha ainda que "a valorização dos médicos no SNS começa no internato e na forma ágil como o sistema demonstra que precisa destes médicos, garantindo melhor acesso e qualidade de cuidados para os doentes."

A Ordem dos Médicos defende a abertura de todas as vagas de Medicina Geral e Familiar nas unidades com utentes sem médico de família. “Num contexto em que persistem milhares de utentes sem médico de família, esta exigência é particularmente relevante”, nota José Durão, acrescentando que “o planeamento das colocações deve privilegiar as zonas mais carenciadas.”

A Ordem dos Médicos alerta que o processo de contratação deve ser desencadeado já em abril, evitando atrasos de vários meses como sucedeu em anos anteriores, sob pena de comprometer a capacidade do SNS de competir por estes médicos.

Para o Bastonário “só uma atuação determinada pode garantir que nenhuma vaga permaneça por preencher e que todos os cidadãos tenham acesso a acompanhamento médico, conforme é responsabilidade do SNS e defendido pela Ordem dos Médicos.”

 

Fonte: 
Ordem dos Médicos (OM)
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
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