MALO CLINIC alerta

A importância da saúde dentária feminina

Ao longo da vida da mulher, as variações hormonais podem ter um impacto significativo na saúde oral. Desde a puberdade até à menopausa, estas alterações podem influenciar diretamente a saúde das gengivas e dos dentes, aumentando a suscetibilidade a inflamações, cáries ou doenças periodontais. Num mês em que se assinala também o Dia Internacional da Mulher, a MALO CLINIC sublinha a importância de uma atenção particular às necessidades específicas das mulheres neste domínio, reforçando para o papel da boca na saúde global.

Esta preocupação é reforçada pelos dados do Barómetro da Saúde Oral 2025, da Ordem dos Médicos Dentistas, que revelam uma realidade preocupante. Apenas 31,7% das mulheres portuguesas têm dentição completa, face a 36,8% dos homens. A falta de seis ou mais dentes, que pode comprometer a mastigação e a nutrição, afeta 31,4% das mulheres, enquanto entre os homens esse valor situa-se nos 23,4%. Estes números evidenciam uma realidade silenciosa que impacta a qualidade de vida, a autoestima e a saúde geral.

"A saúde oral é um espelho da saúde geral e, nas mulheres, esta relação torna-se ainda mais sensível devido às alterações hormonais", afirma Pedro Cosme, médico dentista na MALO CLINIC Lisboa.

 

As três fases críticas: puberdade, gravidez e menopausa

Durante a puberdade, o aumento das hormonas femininas pode tornar as gengivas mais sensíveis e reativas. Nesta fase, a resposta inflamatória à placa bacteriana é mais intensa, pelo que sem uma higiene oral rigorosa, essa sensibilidade por evoluir facilmente para gengivite.

Já durante a gravidez, as alterações hormonais podem favorecer o desenvolvimento de gengivite gravídica, enquanto as náuseas e vómitos frequentes podem contribuir para a erosão do esmalte dentário. Recomenda-se, por isso, não escovar os dentes imediatamente após vomitar, uma vez que o esmalte fica fragilizado pelo ácido. Manter a saúde gengival sob controlo é essencial nesta fase, pois problemas não controlados podem evoluir para doença periodontal, que tem sido associada a um maior risco de parto prematuro e de bebés com baixo peso à nascença.

Na menopausa, a diminuição dos níveis de estrogénio pode provocar alterações na cavidade oral, como sensação de boca seca, maior sensibilidade dentária e aumento do risco de cáries ou doenças gengivais. Sendo a saliva fundamental para proteger dentes e gengivas, a boca seca aumenta o risco de cáries e doenças gengivais. Recomenda-se, por isso, um reforço da hidratação e, quando necessário, a utilização de produtos específicos para alívio da secura oral.

 

O impacto da saúde oral no organismo

A saúde oral não afeta apenas a boca; infeções e inflamações orais podem permitir a passagem de bactérias para a corrente sanguínea, contribuindo para processos inflamatórios com impacto noutras áreas do organismo. Estas situações podem estar associadas ao agravamento de doenças cardiovasculares, com o aumento do risco de AVC, respiratórias, incluindo o risco de pneumonias, ou metabólicas, dificultando o controlo do açúcar no sangue em diabéticos, demonstrando que cuidar da saúde oral é também cuidar da saúde geral.

"Uma boca saudável não é apenas um sorriso bonito. É mastigar bem, falar com clareza, nutrir o corpo corretamente e viver sem constrangimentos. A prevenção continua a ser essencial, através de uma higiene oral diária adequada e de acompanhamento profissional regular”, sublinha Pedro Cosme.

Cuidar da saúde oral é uma parte essencial do cuidado com a saúde geral, especialmente no caso das mulheres, cujas necessidades podem variar ao longo das diferentes fases da vida. Um acompanhamento regular por profissionais de saúde oral permite identificar precocemente alterações nas gengivas e nos dentes, contribuindo para preservar não só o sorriso, mas também o bem-estar e a qualidade de vida.

 

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