Suplementação

O que é, afinal, um “bom” suplemento?
Um suplemento de qualidade é, na prática, um nutracêutico: um nutriente com propriedade comprovada de que funciona e melhora a saúde. Parece simples, mas há uma questão essencial por trás — como ter a certeza de que o que está escrito no rótulo é, de facto, o que está dentro da cápsula?
O erro mais comum: autossuplementar-se
É frequente ouvir em consulta: “tomei este suplemento durante anos, mas nunca fui acompanhado.” Tomar suplementos por conta própria, guiados pela recomendação de uma amiga ou por uma loja, é um dos erros mais comuns que vejo. A pergunta certa não é “que suplemento está na moda?”, mas sim “de que é que o meu corpo precisa, concretamente?”
— e essa resposta só as análises clínicas conseguem dar.
Hoje em dia já é possível doseamento clínico da maioria dos nutrientes — desde a coenzima Q10 até à vitamina D, K2 ou zinco. Suplementar sem esse dado é, muitas vezes, desperdiçar dinheiro e, pior, criar desequilíbrios.
Os nutrientes “dançam” entre si
Um ponto que poucas pessoas sabem: os nutrientes não atuam isoladamente. O cálcio precisa da vitamina D para ser absorvido, e da vitamina K2 para ser corretamente transportado até aos ossos, em vez de se depositar nas artérias. O zinco interage com o cobre e o ferro. Suplementar um sem pensar nos outros pode desequilibrar tudo o resto.
A questão da qualidade (e da falsificação)
Ao contrário dos medicamentos, os suplementos não têm o mesmo nível de controlo
