Formas mais frequentes

Traumatismo ocular

Os traumas oculares podem acontecer em diferentes ocasiões, tais como: no ambiente familiar, no trabalho ou em actividades de lazer.
Lesão ocular

Traumatismos Químicos - Ácidos ou Bases
Exigem lavagem imediata dos olhos com soro fisiológico ou água, utilizando uma seringa sem agulha. Devem lançar-se jactos fortes com a finalidade de arrastar o produto químico.

As queimaduras químicas são acompanhadas de fotofobia e blefarospasmo (encerramento reflexo das pálpebras), impedindo uma boa observação e dificultando a lavagem. Neste caso, a instilação de algumas gotas de um anestésico tópico acaba por atenuar aquele reflexo, permitindo uma melhor visualização e lavagem do globo ocular.

 

Actuação:

  • Irrigação abundante e imediata com soro fisiológico ou água (jacto com seringa);
  • Penso ocular com pomada de antibiótico, em abundância;
  • Referenciar para oftalmologia.

Traumatismos Contusos e/ou Perfurantes (Globo Ocular e/ou Órbita)
Um forte traumatismo nos olhos pode levar a perfuração do globo ocular assim como qualquer agente perfurante pode produzir uma ferida incisa do globo ocular.

Perfuração e ferida incisa do globo ocular são situações que impõem referenciação imediata para um Serviço de Urgência Hospitalar.

Por isso, a suspeita destas situações requer cuidados rigorosos. A melhor ajuda será:

  • Nunca tentar abrir os olhos nem afastar as pálpebras e jamais pressionar o olho;
  • Aplicar um penso ocular, sem comprimir nem utilizar pomadas;
  • Na eventualidade da dor ser muito forte, instilar algumas gotas de colírio anestésico tópico, evitando-se que o blefarospasmo contribua para o esvaziamento do globo ocular;
  • Referenciar de imediato para Serviço Hospitalar.

Nunca deixar de considerar a hipótese de ruptura do globo ocular perante uma situação de acidente de viação, de trabalho, doméstico ou desporto e lazer.

Traumatismos Superficiais (unha, papel, planta, etc.)

Queixas frequentes:

  • Dor;
  • Lacrimejo;
  • Fotofobia.

Como agir:

  • Penso ocular com pomada de antibiótico.

Corpos Estranhos Superficiais (limalha, areia, etc.)

Queixas frequentes:

  • Sensação de corpo estranho;
  • Dor;
  • Lacrimejo;
  • Fotofobia.

Como agir:

  • Lavagem com soro fisiológico ou água;
  • Penso ocular com pomada de antibiótico;

Caso o corpo estranho permaneça, referenciar para oftalmologia.

Fonte: 
DGS
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Foto: 
ShutterStock

Resumo das Características do Medicamento: 1. NOME DO MEDICAMENTO Beacita 60 mg cápsulas. 2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA Cada cápsula contém 60 mg de orlistato. 3. FORMA FARMACÊUTICA Cápsula. 4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS 4.1 INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS Beacita é indicado para perda de peso em adultos com excesso de peso (índice de massa corporal, IMC, ≥28 Kg/m2) e deve ser tomado em associação a uma dieta moderadamente hipocalórica e de baixo teor em gorduras. 4.2 POSOLOGIA E MODO DE ADMINISTRAÇÃO Adultos: A dose recomendada de Beacita é uma cápsula de 60 mg três vezes ao dia. Não devem ser tomadas mais do que três cápsulas de 60 mg em 24 horas. O tratamento não deve exceder 6 meses. Caso os doentes não consigam perder peso após 12 semanas de tratamento com Beacita, devem consultar o seu médico ou um farmacêutico. Pode ser necessário descontinuar o tratamento. A dieta e o exercício são partes importantes dum programa para perder peso. Recomenda-se que se inicie uma dieta e um programa de exercício antes de iniciar o tratamento com Beacita. Enquanto estiver a tomar Beacita, o doente deve fazer uma dieta equilibrada do ponto de vista nutricional, moderadamente hipocalórica e em que as gorduras contribuam aproximadamente em 30% para o valor calórico total (por exemplo, numa dieta de 2000 kcal/dia, isto equivale a <67 g de gordura). A ingestão diária de gorduras, de hidratos de carbono e de proteínas deve ser distribuída pelas três refeições principais. A dieta e o programa de exercício devem continuar a ser seguidos após interrupção do tratamento com Beacita. Populações especiais. População pediátrica: Beacita não deve ser utilizado em crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos devido a insuficiente informação sobre segurança e eficácia. Idosos (> 65 anos de idade): existem dados limitados sobre o uso do orlistato em idosos. No entanto, como o orlistato é minimamente absorvido, não é necessário ajustar a dose para idosos. Disfunção hepática e renal: não foram estudados os efeitos do orlistato em doentes com insuficiência hepática e/ou renal. Contudo, como o orlistato é absorvido em frações mínimas, não é necessário ajustar a dose nos doentes com compromisso hepático e/ou renal. Modo de administração: a cápsula deve ser tomada com água imediatamente antes, durante ou até 1 hora após cada refeição principal. Se for omitida uma refeição ou se esta não contiver gordura, a dose de Beacita deve ser omitida. 4.3 CONTRAINDICAÇÕES Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes, tratamento concomitante com ciclosporina, síndrome de mal absorção crónica, colestase, gravidez, amamentação, tratamento concomitante com varfarina ou outros anticoagulantes orais. 4.8 EFEITOS INDESEJÁVEIS As reações adversas ao orlistato são essencialmente de natureza gastrointestinal e relacionadas com o efeito farmacológico do fármaco na prevenção da absorção da gordura ingerida. Infeções e infestações: Muito frequentes: Influenza, Doenças do sangue e do sistema linfático: Frequência desconhecida: Diminuição do valor da protrombina e aumento de INR, Doenças do sistema imunitário, Frequência desconhecida: Reações de hipersensibilidade, incluindo, anafilaxia, broncospasmo, angioedema, prurido, erupção cutânea e urticária, Doenças do sistema imunitário: Frequência desconhecida: Reações de hipersensibilidade, incluindo anafilaxia, broncospasmo, angioedema, prurido, erupção cutânea e urticária, Doenças do metabolismo e da nutrição: Muito frequentes: Hipoglicémia, Perturbações do foro psiquiátrico, Frequentes: ansiedade, Doenças do sistema nervoso, Muito frequentes: cefaleias, Doenças respiratórias, toráxicas e do mediastino, Muito frequentes: Infeção respiratória superior, Frequentes, Infeção respiratória inferior, Doenças gastrointestinais, Muito frequentes, Eliminação de manchas oleosas pelo reto, Gases com descarga, Sensação de urgência em defecar, Fezes gordurosas/oleosas, Evacuação oleosa, Flatulência, Fezes moles; Frequentes: Dor abdominal, Incontinência fecal, Fezes líquidas, Aumento da defecação, Distensão abdominal, Afeção nos dentes, Afeção nas gengivas, Frequência desconhecida: Diverticulite, Pancreatite, Hemorragia retal ligeira; Afeções hepatobiliares: Frequência desconhecida: Hepatite que se pode tornar grave, Colelitíase, Aumento das transaminases e da fosfatase alcalina; Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos: Frequência desconhecida: Erupções vesiculares; Doenças renais e urinárias: Frequência desconhecida: Nefropatia por oxalato; Perturbações gerais e alterações no local de administração: Frequentes: Fadiga. 5. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO Actavis Group PTC ehf., Reykjavikurvegur 76-78, IS-220, Hafnarfjordur, Islândia. 6. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO Registado no Infarmed I.P. com o nº 5474143, blister de 60 unidades. Registado no Infarmed I.P. com o nº 5474150, blister de 84 unidades. 7. DATA DA REVISÃO DO TEXTO 29 de outubro de 2012. Para mais informações deverá consultar o titular de autorização no mercado. Medicamento Não Sujeito a Receita Médica.