Mito ou Verdade

Será que sabe tudo sobre cancro cutâneo?

Sabia que os cancros de pele não são todos iguais e que até mesmo o mais agressivo pode ter cura? E que o cancro cutâneo não afeta apenas as zonas mais expostas ao sol? Para que saiba tudo o que deve saber sobre cancro de pele, Osvaldo Correia, Presidente Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo, esclarece alguns dos mitos mais comuns.

O melanoma não tem cura.

MITO. O melanoma se diagnosticado e tratado precocemente na sua fase inicial, “in situ”, tem uma probabilidade de cura de cerca de 99 a 100% dos casos.

O melanoma só atinge a pele.

MITO. O melanoma se não for diagnosticado e tratado precocemente invade os gânglios e potencialmente qualquer órgão humano. Se deixado sem tratamento e quando metastizado em vários órgãos mata, em média, em menos de 1 ano.

Todos os cancros de pele são iguais.

MITO. Existem vários tipos de cancros da pele: os mais frequentes, por ordem decrescente são: carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma. Este último, apesar de ser o menos frequente, é o que potencialmente invade com mais rapidez e frequência levando à morte não tratado.

O cancro de pele só aparece aos mais velhos.

MITO. Os cancros da pele, no seu conjunto, apesar de serem mais frequentes com a idade estão a aparecer em idades mais jovens. Hoje já não é raro tratarmos pacientes na 2ª, 3ª e 4ª década de vida com cancros da pele.

O melanoma desenvolve-se a partir de um sinal existente.

MITO E VERDADE. 2/3 dos melanomas surgem em pele aparentemente sã mas, muitas vezes, historicamente sujeita a queimaduras solares sobretudo na infância, adolescência e em jovem adulto. Em 1/3 dos casos surgem pela alteração de sinais pré-existentes designados “nevos atípicos” (irregulares na forma, contorno, cor, com dimensão progressiva e evolução ou alteração recente: esteja atento à regra do “patinho feio” e à regra do ABCDE).

Os sinais suspeitos aumentam de tamanho, mudam de cor e aspeto.

MITO E VERDADE. Se forem sinais “melanocíticos” é verdade, mas há sinais escuros, por exemplo, designados de “queratoses seborreicas” que tem aspeto de verruga, que podem ser muito pigmentados, aumentam de tamanho, mas frequentemente se desintegram, “esfarelam” com pequenos traumatismos às vezes até a esfregar com a toalha. Estas queratoses seborreicas são geralmente benignas, sem risco de cancros da pele. O importante é saber distinguir os “maus” dos “inocentes”.

O melanoma é o mais mortal dos cancros que atingem a pele.

VERDADE. O melanoma se não for detetado e tratado precocemente pode levar à morte. Tem, na maioria das vezes, um crescimento horizontal mas depois assume um crescimento vertical e invade os gânglios e não tratado invade potencialmente qualquer órgão humano e mata. Raramente, o melanoma pode assumir um crescimento rapidamente vertical sendo neste caso pior o seu prognóstico.

História familiar de melanoma é um importante fator de risco.

VERDADE. Por vezes pode existir genética de predisposição para determinados tipos de melanoma. Pode existir o designado síndrome de “nevos atípicos” em que a pessoa e outros elementos da família têm múltiplos “sinais” irregulares na cor e contorno e em que existe mais risco de um deles evoluir para melanoma ou surgir um melanoma “de novo”. É sobretudo para estes que está aconselhado observação mais apertada e a vigilância com dermatoscopia digital computorizada. Pode ainda existir uma pele de risco (pele clara, que facilmente e rapidamente fica vermelha com o sol, frequentemente sardenta, muitas vezes associada a olho claro e cabelo claro designada por Fototipo I e II).


Quando identificado e tratado precocemente, o Melanoma apresenta, de acordo com o Presidente da Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo, uma taxa de cura superior a 90%

Quem tem pele, cabelo e olhos claros apresenta maior risco de desenvolver melanoma.

MITO E VERDADE. Os de fototipo I e II têm frequentemente olho e cabelo claro, são sardentos, rapidamente ficam corados com a exposição solar e desenvolvem facilmente queimaduras solares, em geral raramente bronzeiam. Mas, sobretudo em Portugal, não é raro vermos pessoas de olhos e cabelo escuro mas que ficam sardentas e vermelhas com o Sol, tendo dificuldade em ter a pele bronzeada, logo possuem Fototipo baixo. Além disso, as pessoas de pele mais escura e que rapidamente bronzeiam também têm risco de cancros da pele. Frequentemente estão ao Sol mais tempo e menos protegidas assumindo assim um risco acrescido de também virem a desenvolver cancros da pele.

O melanoma afeta apenas as regiões expostas ao sol.

MITO. Surge frequentemente em áreas onde a pele foi submetida a queimaduras solares durante a vida, desde criança, adolescente ou adulto, sobretudo no tronco, e membros. No entanto podem também surgir algumas formas de melanoma em pele exposta prolongadamente ao sol, como a face. Existem ainda melanomas que surgem de nevos congénitos (de nascença) e melanomas em sinais ou pele aparentemente sã que não é exposta habitualmente ao sol, bem como em mucosas pelo que devemos também examinar a mucosa oral, genital e anal.

À sombra não é necessário usar proteção solar.

MITO. A sombra tem que ser muito maior que o guarda-sol. É preciso lembrar que existe reflexão dos UV (ultravioleta) em várias superfícies: a neve pode refletir até 85% dos UV, 80% dos UV passam através das nuvens, 20% dos UV podem ser refletidos na relva ou cimento, a areia seca reflete 20% dos UV mas a areia molhada pode refletir 40%, a água reflete até 50% dos UV e mais de 50% dos UV atingem 50 cm de profundidade e os vidros filtram bem os UVB mas permitem a penetração de parte dos UVA.

Quanto mais alto o fator de proteção solar, melhor o protetor.

MITO. Aconselha-se proteção solar (FPS) ≥ 30 em textura de creme ou leite. Existem protetores solares no mercado (FPS) ≥ 50 mas em texturas muito fluidas, sprays ou brumas ou invisíveis (!!!) que frequentemente originam uma aplicação aparentemente cómoda mas geralmente enganosa, podendo limitar o aparecimento nalgumas peles  de queimadura mas permitindo a penetração de muita radiação, sobretudo UVA pelo que estas texturas DEVEM SER EVITADAS.

Só no verão é que nos devemos preocupar com a exposição solar.

MITO. O Sol brilha todo o ano e por vezes os índices de UV são elevados mesmo no Outono, Inverno e sobretudo na Primavera. Podemos ter dias com temperatura baixa ou amena e índice de UV elevado. Consulte o site do Instituto Português do Mar e Atmosfera (http://www.ipma.pt)

Saiba mais em:
http://www.apcancrocutaneo.pt e http://www.euromelanoma.org/portugal

Sofia Esteves dos Santos
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
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Resumo das Características do Medicamento: 1. NOME DO MEDICAMENTO Beacita 60 mg cápsulas. 2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA Cada cápsula contém 60 mg de orlistato. 3. FORMA FARMACÊUTICA Cápsula. 4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS 4.1 INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS Beacita é indicado para perda de peso em adultos com excesso de peso (índice de massa corporal, IMC, ≥28 Kg/m2) e deve ser tomado em associação a uma dieta moderadamente hipocalórica e de baixo teor em gorduras. 4.2 POSOLOGIA E MODO DE ADMINISTRAÇÃO Adultos: A dose recomendada de Beacita é uma cápsula de 60 mg três vezes ao dia. Não devem ser tomadas mais do que três cápsulas de 60 mg em 24 horas. O tratamento não deve exceder 6 meses. Caso os doentes não consigam perder peso após 12 semanas de tratamento com Beacita, devem consultar o seu médico ou um farmacêutico. Pode ser necessário descontinuar o tratamento. A dieta e o exercício são partes importantes dum programa para perder peso. Recomenda-se que se inicie uma dieta e um programa de exercício antes de iniciar o tratamento com Beacita. Enquanto estiver a tomar Beacita, o doente deve fazer uma dieta equilibrada do ponto de vista nutricional, moderadamente hipocalórica e em que as gorduras contribuam aproximadamente em 30% para o valor calórico total (por exemplo, numa dieta de 2000 kcal/dia, isto equivale a <67 g de gordura). A ingestão diária de gorduras, de hidratos de carbono e de proteínas deve ser distribuída pelas três refeições principais. A dieta e o programa de exercício devem continuar a ser seguidos após interrupção do tratamento com Beacita. Populações especiais. População pediátrica: Beacita não deve ser utilizado em crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos devido a insuficiente informação sobre segurança e eficácia. Idosos (> 65 anos de idade): existem dados limitados sobre o uso do orlistato em idosos. No entanto, como o orlistato é minimamente absorvido, não é necessário ajustar a dose para idosos. Disfunção hepática e renal: não foram estudados os efeitos do orlistato em doentes com insuficiência hepática e/ou renal. Contudo, como o orlistato é absorvido em frações mínimas, não é necessário ajustar a dose nos doentes com compromisso hepático e/ou renal. Modo de administração: a cápsula deve ser tomada com água imediatamente antes, durante ou até 1 hora após cada refeição principal. Se for omitida uma refeição ou se esta não contiver gordura, a dose de Beacita deve ser omitida. 4.3 CONTRAINDICAÇÕES Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes, tratamento concomitante com ciclosporina, síndrome de mal absorção crónica, colestase, gravidez, amamentação, tratamento concomitante com varfarina ou outros anticoagulantes orais. 4.8 EFEITOS INDESEJÁVEIS As reações adversas ao orlistato são essencialmente de natureza gastrointestinal e relacionadas com o efeito farmacológico do fármaco na prevenção da absorção da gordura ingerida. Infeções e infestações: Muito frequentes: Influenza, Doenças do sangue e do sistema linfático: Frequência desconhecida: Diminuição do valor da protrombina e aumento de INR, Doenças do sistema imunitário, Frequência desconhecida: Reações de hipersensibilidade, incluindo, anafilaxia, broncospasmo, angioedema, prurido, erupção cutânea e urticária, Doenças do sistema imunitário: Frequência desconhecida: Reações de hipersensibilidade, incluindo anafilaxia, broncospasmo, angioedema, prurido, erupção cutânea e urticária, Doenças do metabolismo e da nutrição: Muito frequentes: Hipoglicémia, Perturbações do foro psiquiátrico, Frequentes: ansiedade, Doenças do sistema nervoso, Muito frequentes: cefaleias, Doenças respiratórias, toráxicas e do mediastino, Muito frequentes: Infeção respiratória superior, Frequentes, Infeção respiratória inferior, Doenças gastrointestinais, Muito frequentes, Eliminação de manchas oleosas pelo reto, Gases com descarga, Sensação de urgência em defecar, Fezes gordurosas/oleosas, Evacuação oleosa, Flatulência, Fezes moles; Frequentes: Dor abdominal, Incontinência fecal, Fezes líquidas, Aumento da defecação, Distensão abdominal, Afeção nos dentes, Afeção nas gengivas, Frequência desconhecida: Diverticulite, Pancreatite, Hemorragia retal ligeira; Afeções hepatobiliares: Frequência desconhecida: Hepatite que se pode tornar grave, Colelitíase, Aumento das transaminases e da fosfatase alcalina; Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos: Frequência desconhecida: Erupções vesiculares; Doenças renais e urinárias: Frequência desconhecida: Nefropatia por oxalato; Perturbações gerais e alterações no local de administração: Frequentes: Fadiga. 5. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO Actavis Group PTC ehf., Reykjavikurvegur 76-78, IS-220, Hafnarfjordur, Islândia. 6. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO Registado no Infarmed I.P. com o nº 5474143, blister de 60 unidades. Registado no Infarmed I.P. com o nº 5474150, blister de 84 unidades. 7. DATA DA REVISÃO DO TEXTO 29 de outubro de 2012. Para mais informações deverá consultar o titular de autorização no mercado. Medicamento Não Sujeito a Receita Médica.