14 de outubro - Dia Mundial dos Cuidados Paliativos

Paliativos não se destinam apenas a adultos ou idosos

Portugal é um dos países da Europa com pior cobertura de cuidados paliativos pediátricos.

O avanço tecnológico ao serviço da saúde e o consequente aumento da esperança média de vida resultam num incremento de doenças crónicas e degenerativas de evolução lenta, que irão gerar um compromisso funcional na realização das atividades de vida diária e um aumento da dependência.

Estamos, também, perante um aumento do número de casos de cancro e de HIV+. Para além destes fatores, existe uma clara reorganização familiar, com famílias cada vez mais reduzidas e/ou a residir sozinhas e a necessitar de cuidados de saúde.

Deste modo, os cuidados paliativos assumem uma importância fundamental e prioritária para promover a qualidade de vida, prevenir e aliviar o sofrimento de doentes e famílias, diante de doenças que ameaçam a própria vida.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define Cuidados Paliativos como os cuidados que visam melhorar a qualidade de vida de doentes e famílias, que enfrentam problemas decorrentes de uma doença incurável e/ou grave e com prognóstico limitado, através da prevenção e alívio do sofrimento, com recurso à identificação precoce e tratamento rigoroso dos problemas não só físicos, nomeadamente a dor, mas também psicológicos, sociais e espirituais.

Estes cuidados não devem ser apenas acionados nos últimos dias de vida, mas sim, logo que a doença é identificada como incurável ou progressiva. Por outro lado, não devem ser considerados como cuidados exclusivos, devendo e podendo ser utlizados em concomitância com as terapêuticas dirigidas à doença como por exemplo, cirurgias, quimioterapia e radioterapia.

Importa ainda referir que os cuidados paliativos não se destinam apenas a adultos ou idosos, podendo e devendo também, direcionar-se a crianças, sendo que, na realidade, Portugal é um dos países da Europa com pior cobertura de cuidados paliativos pediátricos.

Assim sendo, quem está abrangido e deverá ser alvo de cuidados paliativos são:

  • Crianças e adultos com malformações congénitas ou outras situações que dependam de terapêutica de suporte de vida e/ou apoio de longa duração para as atividades de vida diárias;
  • Indivíduos com qualquer doença aguda, grave e ameaçadora da vida (tais como traumatismos graves, leucemia, acidente vascular agudo) onde a cura ou reversibilidade é um objetivo realista, mas a situação em si própria ou o seu tratamento tem efeitos negativos significativos dando origem a uma qualidade de vida fraca e/ou sofrimento;
  • Pessoas com doença crónica progressiva, tal como doença vascular periférica, neoplasia, insuficiência renal ou hepática, acidente vascular cerebral com significativa incapacidade funcional, doença cardíaca ou pulmonar avançada, fragilidade, doenças neurovegetativas e demência;
  • Pessoas com doença ameaçadora da vida, que escolheram não fazer tratamento orientado para a doença ou de suporte/prolongamento da vida e que requeiram este tipo de cuidados;
  • Pessoas com lesões crónicas e limitativas, resultantes de acidente ou outras formas de trauma;
  • Pessoas seriamente doentes ou em fase terminal (demência em estádio final, cancro terminal, acidente vascular gravemente incapacitante) que não têm possibilidade de recuperação ou estabilização e, para os quais, os cuidados paliativos intensivos são o objetivo predominante dos cuidados no tempo de vida remanescente.

Os cuidados paliativos devem envolver uma equipa multidisciplinar, pois só assim é possível satisfazer todas as necessidades do doente, bem como da família. Com uma abordagem multidisciplinar e coordenada é possível melhorar a qualidade de vida de todos os intervenientes e influenciar de forma positiva a trajetória da doença. Deste modo, devem fazer parte desta equipa Médicos, Enfermeiros, Psicólogos, Nutricionistas, Fisioterapeutas e Assistência Espiritual (ex: Padre), entre outros.

Os cuidados paliativos podem ser realizados no domicílio, se assim for o desejo do doente e da família. O facto destes cuidados serem prestados em casa podem representar inúmeros benefícios, entre os quais se destacam:

  • A maior privacidade, isto é, ser cuidado no seu ambiente e rodeado de família, amigos e dos seus objetos significativos;
  • Poder manter as rotinas, com redução de deslocações a consultas médicas e idas à urgência por descompensação de sintomas, minorando (entre outros), os riscos de infeções hospitalares;
  • Possibilidade de envolver e integrar a família nos cuidados prestados e na adaptação à doença, apoiando a família também na fase de luto.

Porém, são necessárias mais equipas de cuidados paliativos no domicílio, uma vez que a oferta deste tipo de serviço, com qualidade e com equipas especializadas, é reduzida. As barreiras nesta área são inúmeras. Claramente, verifica-se uma baixa prioridade política e ausência de um planeamento estratégico que garanta a equidade no acesso a estes cuidados e uma relutância em aceitar os cuidados paliativos no processo terapêutico.

Existe ainda o pensamento que a medicina é omnipotente, conseguindo todas as curas e quando tal não acontece é a perda de uma batalha contra a fatalidade da doença. Contudo, importa ainda referir que existe uma baixa capacitação técnico-científica dos profissionais de saúde, em geral, relativamente aos cuidados paliativos.

Apesar das dificuldades, estes cuidados visam o alívio da dor e outros sintomas geradores de sofrimento, afirmam a vida e consideram a morte como um processo natural pelo que são cada vez mais procurados por doentes e suas famílias, sendo o objetivo cuidar da pessoa como pessoa até ao fim da sua vida.

Enfº João Rombo - Diretor IberSaúde
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
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Antiinflamatórios não esteróides para uso tópico Código ATC: M02AA15 Frenalgil está indicado no tratamento da inflamação pós-traumática dos tendões, ligamentos, músculos e articulações (devida, por ex., a entorses, luxações e contusões); formas localizadas de reumatismo dos tecidos moles, (por ex: tendovaginite, bursite, síndroma ombro-mão e periartropatia) e formas localizadas de reumatismo degenerativo (por ex: osteoartrose das articulações periféricas e da coluna vertebral). 2. ANTES DE UTILIZAR DICLOFENAC JABA Não utilize Diclofenac Jaba -se tem alergia (hipersensibilidade) à substância activa ou a qualquer outro componente de Diclofenac Jaba. -se tiver crises de asma, urticária ou rinite aguda precipitadas pelo ácido acetilsalicílico ou por outros fármacos anti-inflamatórios não esteróides. Tome especial cuidado com Diclofenac Jaba -Frenalgil só deve ser aplicado em superfícies de pele intacta, saudável (sem feridas abertas ou lesões). -Deve evitar-se o contacto com os olhos ou com as mucosas. -Nunca deve ser administrado por via oral. Utilizar Frenalgil com outros medicamentos Não foram referidas quaisquer interacções medicamentosas até à data. No entanto, informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou a utilizar ou tiver tomado ou utilizado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica. Gravidez e aleitamento Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento. Dado não existirem dados sobre o uso de diclofenac na mulher grávida, não se recomenda a sua utilização durante a gravidez e o aleitamento. Tal como no caso de outros inibidores da prostaglandina sintetase, esta recomendação aplica-se em particular aos três últimos meses de gravidez (dada a possibilidade de diminuição da actividade uterina e/ou encerramento prematuro do canal arterial). Condução de veículos e utilização de máquinas Não foram referidos quaisquer efeitos sobre a capacidade de conduzir veículos e utilizar máquinas. Informações importantes sobre alguns componentes de Diclofenac Jaba Propilenoglicol: pode provocar irritação da pele. Álcool Cetostearílico 20 etoxilado: pode provocar reacções locais na pele (p. ex. dermatite de contacto). Butil-hidroxitolueno (E321): pode provocar reacções locais na pele (p. ex. dermatite de contacto), ou irritação nos olhos e nas membranas mucosas. 3. COMO UTILIZAR DICLOFENAC JABA Utilizar Frenalgil sempre de acordo com as indicações do médico ou do farmacêutico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas. O tratamento habitual é o seguinte: Adultos: Frenalgil deve ser aplicado na pele 3 ou 4 vezes por dia, friccionando levemente. A quantidade necessária depende das dimensões da zona dolorosa (por ex: 2-4 g de Frenalgil é suficiente para tratar uma área de aproximadamente 400-800 cm2). Devem lavar-se as mãos após a aplicação, excepto se forem estas o local a tratar. A duração do tratamento depende da indicação e da resposta obtida. Recomenda-se proceder a uma avaliação do tratamento decorridas 2 semanas. Crianças: Não foram devidamente estabelecidas recomendações posológicas e indicações para o uso de Frenalgil em crianças. Se utilizar mais Frenalgil do que deveria A reduzida absorção sistémica de diclofenac tópico torna improvável a ocorrência de sobredosagem. 4. EFEITOS SECUNDÁRIOS POSSÍVEIS Como os demais medicamentos, Frenalgil pode causar efeitos secundários em algumas pessoas, nomeadamente: Reacções locais Ocasionais: dermatite de contacto, alérgica ou não-alérgica (com sintomas e sinais como: prurido, eritema, edema, pápulas, vesículas, bolhas ou descamação cutâneas). Reacções sistémicas Em casos isolados: exantema cutâneo generalizado; reacções de hipersensibilidade (por ex: crises asmáticas, angioedema); reacções de fotosensibilidade. Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico. 5. COMO CONSERVAR DICLOFENAC JABA O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação. Manter fora do alcance e da vista das crianças. Não utilize Frenalgil após o prazo de validade impresso na embalagem. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado. Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como eliminar os medicamentos de que já não necessita. Estas medidas irão ajudar a proteger o ambiente. 6. OUTRAS INFORMAÇÕES Frenalgil é um medicamento sujeito a receita médica. Qual a composição de Diclofenac Jaba -A substância activa é diclofenac. Cada grama de gel contém 11,60 mg de diclofenac dietilamónio, correspondente a 10,00 mg de diclofenac. -Os outros componentes são: parafina líquida, dietilamina, propilenoglicol, álcool Cetostearílico 20 etoxilado, oleato de decilo, carbómero, butil-hidroxitolueno (E321), essência Melody, álcool isopropílico e água purificada. Qual o aspecto de Frenalgil e conteúdo da embalagem Frenalgil apresenta-se na forma de gel. As embalagens contêm uma bisnaga de 40 g, 60 g ou 100 g. É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações. Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante Titular da Autorização de Introdução no Mercado Jaba Recordati, S. A. Lagoas Park, Edificio 5, Torre C, Piso 3 2740 - 298 Porto SalvoPortugal Este folheto foi aprovado pela última vez em: APROVADO EM 14-11-2008 INFARMED