O dia mundial da Dança assinala-se a 29 de abril

Os benefícios da dança para a saúde mental

Alivia o stress, combate a ansiedade e a depressão. A dança melhora ainda a qualidade do sono e o promove o bom humor. No âmbito do dia Mundial da Dança, que se assinala no próximo dia 29 de abril, a psicóloga Marta Martins afirma que esta atividade pode fazer muito pela nossa saúde mental.

A dança é uma atividade física que consiste em realizar uma série de passos coordenados, ou não, seguindo um ritmo musical, sendo por isso muito fácil de praticar por qualquer pessoa independentemente da idade, agilidade ou tipo de corpo. Pode dançar qualquer estilo ou género musical, não importa como o faz! Dançar é um bom exercício até mesmo para pessoas fisicamente pouco ativas.

A dança é uma forma de socialização que aproxima as pessoas e permite conhecer indivíduos de diferentes culturas ou de diferentes origens. É uma forma de fazer amigos, de se sentir livre, de conhecer o corpo e de aprender a expressar-se através dele. Trabalha a cooperação, a disciplina e desenvolve sentimentos de consideração e respeito pelo próximo.

Estando em dúvida sobre qual a atividade a escolher para acabar com o sedentarismo, a dança é uma excelente opção, já que permite escolher o ritmo e tempos mais adequados a cada um e existem uma infinidade de estilos como zumba, ballet, dança de salão, pop, hip hop, salsa, jazz, flamenco, entre outros.

Ao praticar qualquer atividade física, o cérebro liberta uma substância chamada serotonina, que é um neurotransmissor responsável pela sensação de alívio, relaxamento e bem-estar. Ao haver libertação de serotonina verificam-se ainda alterações no humor e na qualidade do sono.

Dançar duas vezes por semana pode reduzir significativamente os níveis de cortisol, uma substância também conhecida por hormona do stress. Para quem anda frequentemente tenso e stressado, a dança pode ser muito benéfica para que se sinta mais relaxado e feliz.

As aulas de dança proporcionam momentos de diversão e convívio, pelo que a prática de dança em grupo tem ainda mais vantagens. Quem a pratica desliga-se dos seus problemas e a dança funciona quase como uma terapia que aumenta o bem-estar e a auto-estima.

A dança promove um aumento da qualidade de vida e da saúde psicológica. Muitos praticantes apresentam ao longo do tempo menores sintomas depressivos e maior vitalidade. Para pessoas mais tímidas é difícil libertarem-se ao início, mas quando o fazem, verifica-se um aumento da auto-estima e da confiança em si mesmo e nas suas capacidades. Esta atividade promove também o desenvolvimento da atenção, raciocínio e memória. O hipocampo, que é a parte do cérebro que controla a memória, vai encolhendo de forma natural durante o final da vida adulta, o que leva muitas vezes à perda de memória e até mesmo à demência. No entanto, já existem estudos que revelam que é possível reverter a perda de volume do hipocampo, sendo que a dança pode ser uma boa aliada nesta tarefa.

A dança melhora as relações interpessoais, e é uma excelente forma de superar a solidão e a timidez, estabelecendo novas relações, reduzindo o stress, favorecendo o relaxamento, libertando tensões, a ansiedade e depressão. Ajuda a expressar emoções e a canalizar a adrenalina. Promove ainda a auto-confiança e a clareza de pensamento.

Para além de todos os benefícios físicos ou psicológicos, o melhor da dança é a boa disposição. É praticamente impossível dançar sem sorrir. Quando dança, a mente e o corpo concentram-se unicamente nesta divertida actividade física. A pessoa consegue, ainda que por momentos, libertar-se de todos os problemas e focar-se apenas na diversão.

Ser feliz é o que faz a vida valer a pena. Tudo o resto é puro detalhe. A dança ensina-nos que nada é impossível e que cada pessoa é única. Quando superamos o medo de sermos nós mesmos, tudo fica mais pequeno e mais simples. Arrisque e faça a vida valer a pena!

Dra. Marta Martins - Psicóloga Clínicas Leite
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
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