Dia Mundial do Doente - Opinião

“A nossa missão será sempre defender o paciente”

O dia 11 de fevereiro é o dia mundial do doente, um dia marcado pela esperança, pela fé e pela confiança da obtenção da cura.

É um dever inquestionável cuidar bem os doentes agudos para ficarem curados e os doentes crónicos ou gravemente incapacitados devem ser tratados com ternura em centros de excelência para minimizar o seu sofrimento.

Todos os profissionais da saúde, familiares e sociedade civil em geral devem empenhar-se e dedicar-se a esta missão tão nobre que envolve a criação de metas para conseguir prestar os cuidados de saúde que os doentes merecem.

É do conhecimento comum que o direito à saúde e à vida são princípios implícitos à dignidade Humana.

O direito à vida deve ser entendido como um direito humano que merece respeito, que deve ser preservado e, sobretudo, alicerçado em valores que permitam usufruí-lo com liberdade, igualdade e justiça em todas as fases da vida e em todos os estados vivenciados pela pessoa, independentemente de ser doente ou não e do grau de dependência ou limitação funcional temporária ou definitiva que padeça.

Ter direito à vida não é só ter direito de viver.  É exigível criar e manter as condições para a sustentabilidade de uma vivência digna, sem descriminações, minimizando o sofrimento decorrente das experiencias resultantes do aparecimento de uma doença, devendo por si só a obrigatoriedade de tratar os doentes usando todos os meios humanos, técnicos e científicos disponíveis para o cuidar com qualidade.

Cuidar um doente significa prestar assistência a uma pessoa fragilizada, abalada, insegura, em que a responsabilidade de quem cuida implica observar, pensar, raciocinar, refletir, zelar, medicar de acordo com a individualidade de cada um.

O dever dos profissionais da saúde é manter a vida e evitar ou, se não for possível, minimizar as sequelas resultantes das doenças.

Mas, nem sempre é essa a opção do paciente levando-o, nalguns casos, a desejar pôr termo à vida.

Mas será esse o desejo final? Ou haverá outras questões que obrigam a uma decisão para a qual, na minha opinião, não temos esse poder?

Mas nem todos pensam da mesma forma e as decisões vivenciadas podem ser diferentes. Cito por exemplo a Suíça e transcrevo na íntegra o que li: “ Suíça mais de 1.200 pessoas optaram pelo suicídio assistido em 2017, um terço mais do que no ano anterior.

Poder-se-á admitir que esta é a forma moderna de por fim à vida. Porém muitos familiares sofrem de traumas depois de acompanharem um suicídio assistido é o que revela um estudo realizado na Suíça em 2012, sendo que a morte “natural” de familiar causa uma crise inicial, mas que depois é superada. (fonte SWI swissiinf.ch, 08.julho de 2016).“

“Sono induzido -Um estudo da Universidade de Zurique mostrou que cada vez mais soníferos são aplicados nos últimos estágios da vida em hospitais suíços. Isso ocorre quando um paciente tem uma doença terminal, sofre de dores insuportáveis (fonte jornal NZZ am Sonnatag). Em 2001, 4.7 % dos falecimentos ocorreram durante o sono induzido. Em 2013 já eram 17.5 por cento”.

Tendo em conta os pensamentos, as doutrinas e as leis existentes, não seria expectável que a defesa da vida fosse colocada em causa, todavia a nível mundial vamos assistindo a várias mudanças comportamentais que são deveras constrangedoras.

Citando Alexandre Morais (2007, p 46-47) “a dignidade é um valor espiritual e moral inerente à pessoa, que se manifesta singularmente na autodeterminação consciente e responsável da própria vida (…) ”.

Segundo Immanuel Kant (2000) “Só o homem não existe em função de outro e por isso pode levantar a pretensão de ser respeitado como algo que tem sentido em si mesmo”.

Sarlet (2001, p.26), nas suas conclusões refere que a dignidade “é inerente aos homens, inata a sua natureza de ser humano, é direito constitucional, sua aplicação e eficácia são imediatas, não pode ser alienada, não sofre prescrição (…) ”.

Em suma, a nossa missão será sempre defender o paciente, evitar a morte e dar qualidade à Vida, mantendo e tratando o doente com dignidade, humanidade e ciência médica.

Professora Dra. Antonieta Dias - Especialista em Medicina Geral e Familiar Hospital Lusíadas Porto
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Foto: 
Antonieta Dias

Resumo das Características do Medicamento: 1. NOME DO MEDICAMENTO Beacita 60 mg cápsulas. 2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA Cada cápsula contém 60 mg de orlistato. 3. FORMA FARMACÊUTICA Cápsula. 4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS 4.1 INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS Beacita é indicado para perda de peso em adultos com excesso de peso (índice de massa corporal, IMC, ≥28 Kg/m2) e deve ser tomado em associação a uma dieta moderadamente hipocalórica e de baixo teor em gorduras. 4.2 POSOLOGIA E MODO DE ADMINISTRAÇÃO Adultos: A dose recomendada de Beacita é uma cápsula de 60 mg três vezes ao dia. Não devem ser tomadas mais do que três cápsulas de 60 mg em 24 horas. O tratamento não deve exceder 6 meses. Caso os doentes não consigam perder peso após 12 semanas de tratamento com Beacita, devem consultar o seu médico ou um farmacêutico. Pode ser necessário descontinuar o tratamento. A dieta e o exercício são partes importantes dum programa para perder peso. Recomenda-se que se inicie uma dieta e um programa de exercício antes de iniciar o tratamento com Beacita. Enquanto estiver a tomar Beacita, o doente deve fazer uma dieta equilibrada do ponto de vista nutricional, moderadamente hipocalórica e em que as gorduras contribuam aproximadamente em 30% para o valor calórico total (por exemplo, numa dieta de 2000 kcal/dia, isto equivale a <67 g de gordura). A ingestão diária de gorduras, de hidratos de carbono e de proteínas deve ser distribuída pelas três refeições principais. A dieta e o programa de exercício devem continuar a ser seguidos após interrupção do tratamento com Beacita. Populações especiais. População pediátrica: Beacita não deve ser utilizado em crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos devido a insuficiente informação sobre segurança e eficácia. Idosos (> 65 anos de idade): existem dados limitados sobre o uso do orlistato em idosos. No entanto, como o orlistato é minimamente absorvido, não é necessário ajustar a dose para idosos. Disfunção hepática e renal: não foram estudados os efeitos do orlistato em doentes com insuficiência hepática e/ou renal. Contudo, como o orlistato é absorvido em frações mínimas, não é necessário ajustar a dose nos doentes com compromisso hepático e/ou renal. Modo de administração: a cápsula deve ser tomada com água imediatamente antes, durante ou até 1 hora após cada refeição principal. Se for omitida uma refeição ou se esta não contiver gordura, a dose de Beacita deve ser omitida. 4.3 CONTRAINDICAÇÕES Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes, tratamento concomitante com ciclosporina, síndrome de mal absorção crónica, colestase, gravidez, amamentação, tratamento concomitante com varfarina ou outros anticoagulantes orais. 4.8 EFEITOS INDESEJÁVEIS As reações adversas ao orlistato são essencialmente de natureza gastrointestinal e relacionadas com o efeito farmacológico do fármaco na prevenção da absorção da gordura ingerida. Infeções e infestações: Muito frequentes: Influenza, Doenças do sangue e do sistema linfático: Frequência desconhecida: Diminuição do valor da protrombina e aumento de INR, Doenças do sistema imunitário, Frequência desconhecida: Reações de hipersensibilidade, incluindo, anafilaxia, broncospasmo, angioedema, prurido, erupção cutânea e urticária, Doenças do sistema imunitário: Frequência desconhecida: Reações de hipersensibilidade, incluindo anafilaxia, broncospasmo, angioedema, prurido, erupção cutânea e urticária, Doenças do metabolismo e da nutrição: Muito frequentes: Hipoglicémia, Perturbações do foro psiquiátrico, Frequentes: ansiedade, Doenças do sistema nervoso, Muito frequentes: cefaleias, Doenças respiratórias, toráxicas e do mediastino, Muito frequentes: Infeção respiratória superior, Frequentes, Infeção respiratória inferior, Doenças gastrointestinais, Muito frequentes, Eliminação de manchas oleosas pelo reto, Gases com descarga, Sensação de urgência em defecar, Fezes gordurosas/oleosas, Evacuação oleosa, Flatulência, Fezes moles; Frequentes: Dor abdominal, Incontinência fecal, Fezes líquidas, Aumento da defecação, Distensão abdominal, Afeção nos dentes, Afeção nas gengivas, Frequência desconhecida: Diverticulite, Pancreatite, Hemorragia retal ligeira; Afeções hepatobiliares: Frequência desconhecida: Hepatite que se pode tornar grave, Colelitíase, Aumento das transaminases e da fosfatase alcalina; Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos: Frequência desconhecida: Erupções vesiculares; Doenças renais e urinárias: Frequência desconhecida: Nefropatia por oxalato; Perturbações gerais e alterações no local de administração: Frequentes: Fadiga. 5. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO Actavis Group PTC ehf., Reykjavikurvegur 76-78, IS-220, Hafnarfjordur, Islândia. 6. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO Registado no Infarmed I.P. com o nº 5474143, blister de 60 unidades. Registado no Infarmed I.P. com o nº 5474150, blister de 84 unidades. 7. DATA DA REVISÃO DO TEXTO 29 de outubro de 2012. Para mais informações deverá consultar o titular de autorização no mercado. Medicamento Não Sujeito a Receita Médica.