Especialistas defendem mudanças na prevenção

Morte súbita cardíaca afeta 14 mil portugueses mas pode ser prevenida

A morte súbita cardíaca é uma das causas mais frequentes de morte em todo o mundo, estimando-se que em Portugal afete cerca de 14 mil pessoas por ano. Apesar de inesperada, os especialistas defendem que pode ser prevenida com a adoção de medidas de prevenção e monitorização adequadas. Sensibilizar o cidadão comum para esta causa é o primeiro passo.

A morte súbita cardíaca é uma morte inesperada que resulta da perda das funções cardíacas. Entre as principais causas encontra-se a doença coronária, consequência da aterosclerose, e a insuficiência cardíaca que consiste na “incapacidade do coração em bombear sangue e transportar oxigénio e nutrientes ao organismo”.

De acordo com Miguel Ventura, coordenador do Serviço de Cardiologia da Idealmed – Unidade Hospitalar de Coimbra, estima-se que a morte súbita afete, anualmente, 14 mil pessoas em Portugal, “sendo esta a causa de uma em cada cinco mortes por doença cardiovascular”.

“Os principais fatores de risco são a doença coronária e a insuficiência cardíaca”, afirma admitindo que, apesar da idade ser um fator determinante – sabe-se, por exemplo, que o risco cardiovascular máximo ocorre em homens entre os 40 e os 60 anos – “nos jovens também ocorre morte súbita, frequentemente, em grupos sem história prévia de doença cardíaca e que são, portanto, difíceis de prever”.

É neste sentido que, o cardiologista defende que a avaliação dos doentes deve ser mais aprofundada. “Para ser eficaz, esta não deve assentar apenas na forma convencional (de que é exemplo a prova de esforço), mas apostar cada vez mais no rastreio não convencional, como a Angiotac coronária, que permite diagnosticar formas não obstrutivas da doença e prevenir e até tratar complicações em subgrupos de doentes de risco”, afirma Miguel Ventura.

Quanto a sintomas, o especialista reforça que “qualquer sinal poderá ser de alerta” chamando a atenção para um desmaio sem razão ou um simples episódio de falta de ar. “É muito importante ligar para o número de emergência, 112, e seguir as indicações que forem dadas ao telefone após descrever o que está acontecer”, acrescenta. É que, em casos de paragem cardíaca, dispomos apenas de quatro minutos para salvar a vida de alguém.


"É importante que o cidadão comum saiba usar as chamadas técnicas de reanimação, mas mais importante é o acesso a desfibrilhadores externos em importantes pontos geográficos ", afirma o cardiologista eletrofisiologista Miguel Ventura 

Morte súbita pode ser prevenida

Nos últimos meses muito se tem falado em prevenção. E, muitos são os especialistas portugueses que afirmam ser urgente mudar o panorama atual, para que a morte súbita deixe de estar no topo da lista das principais causa de morte no país.

De acordo com o cardiologista Miguel Ventura, insistir na educação para a adoção de estilos de vida saudáveis deve ser o principal pilar da luta contra as doenças cardiovasculares.

Por outro lado, e uma vez que muitas mortes ocorrem sem história prévia de cardiopatia, “porque a doença coronária não obstrutiva ainda é subdiagnosticada”, é preciso fazer mais além dos testes de rastreio atuais. “Recorrer à utilização de técnicas que permitam refinar o rastreio em determinados grupos, cuja antevisão de morte súbita ainda permanece bastante aquém do desejado, como sejam testes anatómicos para deteção de doença coronária não obstrutiva em grupos de risco e monitorização de longa duração para deteção de fenómenos arrítmicos esporádicos, é outro passo necessário”, acrescenta o coordenador do Serviço de Cardiologia da Idealmed – Unidade Hospitalar de Coimbra.

A melhoria do panorama de prevenção da morte súbita passa também, na opinião deste especialista, por diminuir o tempo de assistência no caso de paragem cardíaca, “dotando locais públicos de grande movimento de desfibrilhadores automáticos e ponderar a construção de uma rede de drones capazes de enviar para os locais em questão, de forma célere, desfribrilhadores automáticos”. “Esta é uma medida já em estudo em alguns países”, explica acrescentando que, em muitos casos, estes equipamentos são a única opção para desfibrilhar o doente “e dar-lhe a oportunidade de chegar ao hospital ainda com vida”.

Neste sentido, é ainda importante que o cidadão comum saiba usar as chamadas técnicas de reanimação e que, em alguns casos, possam ser implantados dispositivos de monitorização cardíaca “mais prolongada”.

Com o objetivo de alertar várias especialidades para esta problemática, a Idealmed – Unidade Hospitalar de Coimbra, está a promover a reunião “Morte Súbita, como prevenir na atualidade”, esperando lançar o mote para novo debate.

Sofia Esteves dos Santos
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
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Resumo das Características do Medicamento: 1. NOME DO MEDICAMENTO Beacita 60 mg cápsulas. 2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA Cada cápsula contém 60 mg de orlistato. 3. FORMA FARMACÊUTICA Cápsula. 4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS 4.1 INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS Beacita é indicado para perda de peso em adultos com excesso de peso (índice de massa corporal, IMC, ≥28 Kg/m2) e deve ser tomado em associação a uma dieta moderadamente hipocalórica e de baixo teor em gorduras. 4.2 POSOLOGIA E MODO DE ADMINISTRAÇÃO Adultos: A dose recomendada de Beacita é uma cápsula de 60 mg três vezes ao dia. Não devem ser tomadas mais do que três cápsulas de 60 mg em 24 horas. O tratamento não deve exceder 6 meses. Caso os doentes não consigam perder peso após 12 semanas de tratamento com Beacita, devem consultar o seu médico ou um farmacêutico. Pode ser necessário descontinuar o tratamento. A dieta e o exercício são partes importantes dum programa para perder peso. Recomenda-se que se inicie uma dieta e um programa de exercício antes de iniciar o tratamento com Beacita. Enquanto estiver a tomar Beacita, o doente deve fazer uma dieta equilibrada do ponto de vista nutricional, moderadamente hipocalórica e em que as gorduras contribuam aproximadamente em 30% para o valor calórico total (por exemplo, numa dieta de 2000 kcal/dia, isto equivale a <67 g de gordura). A ingestão diária de gorduras, de hidratos de carbono e de proteínas deve ser distribuída pelas três refeições principais. A dieta e o programa de exercício devem continuar a ser seguidos após interrupção do tratamento com Beacita. Populações especiais. População pediátrica: Beacita não deve ser utilizado em crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos devido a insuficiente informação sobre segurança e eficácia. Idosos (> 65 anos de idade): existem dados limitados sobre o uso do orlistato em idosos. No entanto, como o orlistato é minimamente absorvido, não é necessário ajustar a dose para idosos. Disfunção hepática e renal: não foram estudados os efeitos do orlistato em doentes com insuficiência hepática e/ou renal. Contudo, como o orlistato é absorvido em frações mínimas, não é necessário ajustar a dose nos doentes com compromisso hepático e/ou renal. Modo de administração: a cápsula deve ser tomada com água imediatamente antes, durante ou até 1 hora após cada refeição principal. Se for omitida uma refeição ou se esta não contiver gordura, a dose de Beacita deve ser omitida. 4.3 CONTRAINDICAÇÕES Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes, tratamento concomitante com ciclosporina, síndrome de mal absorção crónica, colestase, gravidez, amamentação, tratamento concomitante com varfarina ou outros anticoagulantes orais. 4.8 EFEITOS INDESEJÁVEIS As reações adversas ao orlistato são essencialmente de natureza gastrointestinal e relacionadas com o efeito farmacológico do fármaco na prevenção da absorção da gordura ingerida. Infeções e infestações: Muito frequentes: Influenza, Doenças do sangue e do sistema linfático: Frequência desconhecida: Diminuição do valor da protrombina e aumento de INR, Doenças do sistema imunitário, Frequência desconhecida: Reações de hipersensibilidade, incluindo, anafilaxia, broncospasmo, angioedema, prurido, erupção cutânea e urticária, Doenças do sistema imunitário: Frequência desconhecida: Reações de hipersensibilidade, incluindo anafilaxia, broncospasmo, angioedema, prurido, erupção cutânea e urticária, Doenças do metabolismo e da nutrição: Muito frequentes: Hipoglicémia, Perturbações do foro psiquiátrico, Frequentes: ansiedade, Doenças do sistema nervoso, Muito frequentes: cefaleias, Doenças respiratórias, toráxicas e do mediastino, Muito frequentes: Infeção respiratória superior, Frequentes, Infeção respiratória inferior, Doenças gastrointestinais, Muito frequentes, Eliminação de manchas oleosas pelo reto, Gases com descarga, Sensação de urgência em defecar, Fezes gordurosas/oleosas, Evacuação oleosa, Flatulência, Fezes moles; Frequentes: Dor abdominal, Incontinência fecal, Fezes líquidas, Aumento da defecação, Distensão abdominal, Afeção nos dentes, Afeção nas gengivas, Frequência desconhecida: Diverticulite, Pancreatite, Hemorragia retal ligeira; Afeções hepatobiliares: Frequência desconhecida: Hepatite que se pode tornar grave, Colelitíase, Aumento das transaminases e da fosfatase alcalina; Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos: Frequência desconhecida: Erupções vesiculares; Doenças renais e urinárias: Frequência desconhecida: Nefropatia por oxalato; Perturbações gerais e alterações no local de administração: Frequentes: Fadiga. 5. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO Actavis Group PTC ehf., Reykjavikurvegur 76-78, IS-220, Hafnarfjordur, Islândia. 6. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO Registado no Infarmed I.P. com o nº 5474143, blister de 60 unidades. Registado no Infarmed I.P. com o nº 5474150, blister de 84 unidades. 7. DATA DA REVISÃO DO TEXTO 29 de outubro de 2012. Para mais informações deverá consultar o titular de autorização no mercado. Medicamento Não Sujeito a Receita Médica.