Hoje assinala-se o Dia Europeu do Melanoma

Incidência do Melanoma não para de aumentar

O melanoma é um tumor maligno que tem origem nos melanócitos (células produtoras de melanina, o pigmento que dá cor à pele). É o tipo de cancro de pele mais agressivo, sendo responsável por mais de 75% das mortes por cancro de pele. A incidência do melanoma tem vindo a aumentar nas últimas décadas, na ordem dos 3-7% ao ano. Em Portugal, são diagnosticados anualmente cerca de 1000 novos casos de melanoma.

Fatores de risco para o melanoma:

  1. Exposição excessiva a radiação ultravioleta (proveniente do sol, solários): é a principal causa do melanoma. Cerca de 95% dos casos de melanoma são atribuídos à exposição ultravioleta, tanto a cumulativa ao longo da vida como a intensa e intermitente. A ocorrência de 5 ou mais queimaduras solares prévias ("escaldões") entre os 15 e 20 anos aumenta o risco de melanoma em 80%.
  2. Características individuais: pele clara, com sardas; cabelo e olhos claros; pele que bronzeia pouco e queima facilmente.
  3. Presença de mais de 50 nevos ("sinais"), ou de nevos grandes ou atípicos.
  4. Imunossupressão (ex: doentes transplantados).
  5. História prévia de melanoma ou outro tipo de cancro de pele.
  6. História prévia de outros cancros (ex: cancro da mama, tiróide).
  7. Genética: algumas pessoas herdam genes que aumentam o risco de melanoma.
  8. História familiar de melanoma: 5 a 10%  dos doentes com melanoma têm familiares afetados pela doença; a existência de pelo menos um familiar afetado aumenta o risco em 2,2 vezes.

Apresentação clínica do melanoma

O melanoma surge mais frequentemente como uma lesão nova na pele (70% dos casos), embora também possa desenvolver-se a partir da transformação de um sinal pré-existente (30% dos casos).

O melanoma apresenta habitualmente crescimento muito rápido, e se não for tratado, pode espalhar-se rapidamente para outras partes do corpo, podendo provocar a morte.

O acrónimo "ABCDE" pode ser usado para lembrar as características clínicas do melanoma:

Assimetria: uma metade é diferente da outra metade

Bordo: bordo irregular

Cor: presença de múltiplas cores (diferentes tonalidades de castanho, preto e por vezes de vermelho, azul e branco).

Diâmetro: diâmetro superior a 6 mm

Evolução: alteração do tamanho, forma ou cor.

É importante salientar que nem todos os melanomas seguem as regras do ABCDE, e que existem sinais benignos que apresentam uma ou mais destas características.

Embora o melanoma seja muitas vezes assintomático, pode causar comichão ou dor.

Autoexame da pele

O autoexame da pele é uma das principais medidas que podem levar a uma deteção atempada do melanoma.

Durante a realização do autoexame, devem ser procurados os seguintes sinais de alarme:

Regra ABCDE (acima descrita)

Sinal com aparência diferente dos restantes (regra do "patinho feio")

Sinal que provoque ardor, comichão ou hemorragia

Se for encontrada na pele uma lesão suspeita, deve ser consultado de imediato o médico dermatologista.

Diagnóstico do melanoma

O diagnóstico começa pela observação clínica da totalidade da pele, complementada muitas vezes com a utilização do dermatoscópio (aparelho que fornece luz e amplia as lesões).

Perante uma lesão suspeita, o médico procede à remoção da mesma (ou parte dela), para ser analisada ao microscópio (exame histológico).

O exame histológico é indispensável para o diagnóstico definitivo de melanoma e determinação da sua gravidade (que depende da profundidade da lesão).

Tratamento do melanoma

O tratamento do melanoma depende principalmente do estadio da doença e do estado geral de saúde da pessoa. Em todos os casos, é realizada a remoção cirúrgica total da lesão com margens de segurança.

Nos melanomas que já tenham disseminado para outras partes do corpo, além da cirurgia, podem ser necessárias outras terapêuticas como a quimioterapia, imunoterapia e radioterapia.

Prevenção do melanoma

Uma vez que a radiação ultravioleta é o principal fator de risco no melanoma, a medida mais importante na sua prevenção é a proteção rigorosa da exposição excessiva (evitar as horas de maior exposição solar; utilizar chapéu, roupa protetora e protetor solar; não frequentar solários).

Prognóstico

O prognóstico do melanoma depende largamente do estadio em que é diagnosticado. Quando diagnosticado e tratado na fase inicial, está associado a uma taxa de sobrevida de 97% aos 5 anos, mas esta baixa para 10% no estadio mais avançado.

O diagnóstico precoce é fundamental e pode salvar a vida. A realização regular de autoexames à pele e avaliação periódica em consulta de Dermatologia são medidas importantes, recomendadas a todas as pessoas, que ajudam na deteção precoce do melanoma.

Dra. Helena Toda Brito - Dermatologista Hospital Lusíadas Lisboa
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
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Resumo das Características do Medicamento: 1. NOME DO MEDICAMENTO Beacita 60 mg cápsulas. 2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA Cada cápsula contém 60 mg de orlistato. 3. FORMA FARMACÊUTICA Cápsula. 4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS 4.1 INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS Beacita é indicado para perda de peso em adultos com excesso de peso (índice de massa corporal, IMC, ≥28 Kg/m2) e deve ser tomado em associação a uma dieta moderadamente hipocalórica e de baixo teor em gorduras. 4.2 POSOLOGIA E MODO DE ADMINISTRAÇÃO Adultos: A dose recomendada de Beacita é uma cápsula de 60 mg três vezes ao dia. Não devem ser tomadas mais do que três cápsulas de 60 mg em 24 horas. O tratamento não deve exceder 6 meses. Caso os doentes não consigam perder peso após 12 semanas de tratamento com Beacita, devem consultar o seu médico ou um farmacêutico. Pode ser necessário descontinuar o tratamento. A dieta e o exercício são partes importantes dum programa para perder peso. Recomenda-se que se inicie uma dieta e um programa de exercício antes de iniciar o tratamento com Beacita. Enquanto estiver a tomar Beacita, o doente deve fazer uma dieta equilibrada do ponto de vista nutricional, moderadamente hipocalórica e em que as gorduras contribuam aproximadamente em 30% para o valor calórico total (por exemplo, numa dieta de 2000 kcal/dia, isto equivale a <67 g de gordura). A ingestão diária de gorduras, de hidratos de carbono e de proteínas deve ser distribuída pelas três refeições principais. A dieta e o programa de exercício devem continuar a ser seguidos após interrupção do tratamento com Beacita. Populações especiais. População pediátrica: Beacita não deve ser utilizado em crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos devido a insuficiente informação sobre segurança e eficácia. Idosos (> 65 anos de idade): existem dados limitados sobre o uso do orlistato em idosos. No entanto, como o orlistato é minimamente absorvido, não é necessário ajustar a dose para idosos. Disfunção hepática e renal: não foram estudados os efeitos do orlistato em doentes com insuficiência hepática e/ou renal. Contudo, como o orlistato é absorvido em frações mínimas, não é necessário ajustar a dose nos doentes com compromisso hepático e/ou renal. Modo de administração: a cápsula deve ser tomada com água imediatamente antes, durante ou até 1 hora após cada refeição principal. Se for omitida uma refeição ou se esta não contiver gordura, a dose de Beacita deve ser omitida. 4.3 CONTRAINDICAÇÕES Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes, tratamento concomitante com ciclosporina, síndrome de mal absorção crónica, colestase, gravidez, amamentação, tratamento concomitante com varfarina ou outros anticoagulantes orais. 4.8 EFEITOS INDESEJÁVEIS As reações adversas ao orlistato são essencialmente de natureza gastrointestinal e relacionadas com o efeito farmacológico do fármaco na prevenção da absorção da gordura ingerida. Infeções e infestações: Muito frequentes: Influenza, Doenças do sangue e do sistema linfático: Frequência desconhecida: Diminuição do valor da protrombina e aumento de INR, Doenças do sistema imunitário, Frequência desconhecida: Reações de hipersensibilidade, incluindo, anafilaxia, broncospasmo, angioedema, prurido, erupção cutânea e urticária, Doenças do sistema imunitário: Frequência desconhecida: Reações de hipersensibilidade, incluindo anafilaxia, broncospasmo, angioedema, prurido, erupção cutânea e urticária, Doenças do metabolismo e da nutrição: Muito frequentes: Hipoglicémia, Perturbações do foro psiquiátrico, Frequentes: ansiedade, Doenças do sistema nervoso, Muito frequentes: cefaleias, Doenças respiratórias, toráxicas e do mediastino, Muito frequentes: Infeção respiratória superior, Frequentes, Infeção respiratória inferior, Doenças gastrointestinais, Muito frequentes, Eliminação de manchas oleosas pelo reto, Gases com descarga, Sensação de urgência em defecar, Fezes gordurosas/oleosas, Evacuação oleosa, Flatulência, Fezes moles; Frequentes: Dor abdominal, Incontinência fecal, Fezes líquidas, Aumento da defecação, Distensão abdominal, Afeção nos dentes, Afeção nas gengivas, Frequência desconhecida: Diverticulite, Pancreatite, Hemorragia retal ligeira; Afeções hepatobiliares: Frequência desconhecida: Hepatite que se pode tornar grave, Colelitíase, Aumento das transaminases e da fosfatase alcalina; Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos: Frequência desconhecida: Erupções vesiculares; Doenças renais e urinárias: Frequência desconhecida: Nefropatia por oxalato; Perturbações gerais e alterações no local de administração: Frequentes: Fadiga. 5. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO Actavis Group PTC ehf., Reykjavikurvegur 76-78, IS-220, Hafnarfjordur, Islândia. 6. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO Registado no Infarmed I.P. com o nº 5474143, blister de 60 unidades. Registado no Infarmed I.P. com o nº 5474150, blister de 84 unidades. 7. DATA DA REVISÃO DO TEXTO 29 de outubro de 2012. Para mais informações deverá consultar o titular de autorização no mercado. Medicamento Não Sujeito a Receita Médica.