Técnica segura e eficaz

“Hipnoterapia é cada vez mais utilizada na área da saúde”

Considerada uma abordagem terapêutica segura e eficaz, a Hipnoterapia Clínica tem vindo a ser, cada vez mais, utilizada no tratamento de várias patologias como a asma, as doenças auto-imunes, a depressão ou a ansiedade. E os resultados são bastante positivos.

“A Hipnoterapia não apresenta qualquer risco. Existem conceitos errados relativamente à hipnose que importa esclarecer”, começa por expôr a hipnoterapeuta Maria João Dias explicando que esta é uma abordagem terapêutica segura e eficaz.

“A Hipnoterapia Clínica utiliza a hipnose como forma de regredir até à fonte ou origem do comportamento que o paciente deseja alterar, ou seja, ter acesso a memórias que todos guardamos no subconsciente e que determinam os nossos comportamentos atuais”, explica.

Estando indicada para diferentes casos, desde ansiedade, fobias, depressão, controlo de peso, até problemas físicos como alergias, asma, doenças oncológicas ou autoimunes, esta terapia “pode alterar comportamentos e eliminar ou melhorar sintomas que afetam a qualidade de vida dos pacientes, tanto emocionais como físicos”.

Mas como funciona?

“Tomemos como exemplo alguém que sofre de medo de alturas. O hipnoterapeuta pede ao paciente para fechar os olhos e relaxar, e depois recuar no tempo até à fonte ou origem desse medo”, exemplifica a terapeuta adiantando que, desta forma, é possível que o paciente se recorde de um momento que teve na infância – no caso uma queda – que aos olhos de um adulto pode não parecer muito grave, mas que ficou registada como um momento traumático.

“O terapeuta pede então ao paciente para dar conforto àquela criança, para que ela possa libertar as emoções que ficaram associadas aquele evento”, acrescenta explicando que, uns dias mais tarde, pede que o paciente se confronte com o objeto do seu medo.

“De uma maneira geral o medo terá desaparecido ou reduzido muito significativamente. Caso subsista algum medo, faz-se nova sessão até que os sintomas desapareçam na totalidade”, afirma.

De acordo com Maria João Dias, esta mesma abordagem é utilizada para tratar outros problemas de saúde.

No caso do controlo do peso, no entanto, a hipnose é utilizada em duas etapas. “Em primeiro lugar, identifica-se o motivo que leva o paciente a tentar compensar-se emocionalmente com a comida e altera-se o comportamento regredindo até à sua origem. Em seguida, sugestiona-se ao paciente um comportamento alternativo, saudável, e de acordo com os seus objetivos”, explica.

Para comprovar a sua eficácia nesta área, a hipnoterapeuta refere um estudo conduzido, em 1986, pelos investigadores Gordon Cochrane e John Friesen, publicado na prestigiada revista “Journal of Consulting and Clinical Psychology”, que apresentou resultados bastante positivos.

“O estudo incidiu sobre 60 mulheres, de 20 a 65 anos, que tinham pelo menos 10 quilos a mais. O grupo submetido a hipnoterapia perdeu, em média, 8,5 quilos contra 250 gramas das mulheres do grupo de controlo sem ser submetido a hipnoterapia. Mais relevante ainda é que, no controlo realizado passados seis meses, as mulheres que foram submetidas a hipnoterapia não voltaram a engordar”, revela.

Quanto às doenças autoimunes, Maria João Dias explica que os sintomas tendem a melhorar a par do estado emocional do paciente. “Ao restabelecer o equilíbrio emocional o sistema imunitário também melhora, diminuindo ou eliminando os sintomas em questão”, revela.

Deste modo, a especialista garante que esta abordagem terapêutica apresenta  resultados positivos em todos os casos, no entanto, alguns requerem maior número de sessões.

“Há áreas com resultados mais rápidos como por exemplo a depressão, os ataques de pânico, as fobias, as alergias e outras que, pelas suas características, necessitam de um acompanhamento mais prolongado, como é o caso, por exemplo, de pessoas com um elevado nível de ansiedade ou comportamentos obsessivos”, justitfica.

No entanto, “em termos gerais, espera-se que no final da quarta sessão haja resultados significativos na diminuição dos sintomas que levaram o paciente à consulta”.   

Por outro lado, garante que há cura. “As memórias que foram tratadas estão definitivamente tratadas. Não há nenhum tipo de dependência e trabalha-se para uma rápida melhoria do paciente”, afiança a terapeuta que adverte, no entanto, “que apenas um hipnoterapeuta deviamente credenciado e certificado pode conduzir uma sessão de hipnoterapia clínica”.

 

Sofia Esteves dos Santos
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
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Resumo das Características do Medicamento: 1. NOME DO MEDICAMENTO Beacita 60 mg cápsulas. 2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA Cada cápsula contém 60 mg de orlistato. 3. FORMA FARMACÊUTICA Cápsula. 4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS 4.1 INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS Beacita é indicado para perda de peso em adultos com excesso de peso (índice de massa corporal, IMC, ≥28 Kg/m2) e deve ser tomado em associação a uma dieta moderadamente hipocalórica e de baixo teor em gorduras. 4.2 POSOLOGIA E MODO DE ADMINISTRAÇÃO Adultos: A dose recomendada de Beacita é uma cápsula de 60 mg três vezes ao dia. Não devem ser tomadas mais do que três cápsulas de 60 mg em 24 horas. O tratamento não deve exceder 6 meses. Caso os doentes não consigam perder peso após 12 semanas de tratamento com Beacita, devem consultar o seu médico ou um farmacêutico. Pode ser necessário descontinuar o tratamento. A dieta e o exercício são partes importantes dum programa para perder peso. Recomenda-se que se inicie uma dieta e um programa de exercício antes de iniciar o tratamento com Beacita. Enquanto estiver a tomar Beacita, o doente deve fazer uma dieta equilibrada do ponto de vista nutricional, moderadamente hipocalórica e em que as gorduras contribuam aproximadamente em 30% para o valor calórico total (por exemplo, numa dieta de 2000 kcal/dia, isto equivale a <67 g de gordura). A ingestão diária de gorduras, de hidratos de carbono e de proteínas deve ser distribuída pelas três refeições principais. A dieta e o programa de exercício devem continuar a ser seguidos após interrupção do tratamento com Beacita. Populações especiais. População pediátrica: Beacita não deve ser utilizado em crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos devido a insuficiente informação sobre segurança e eficácia. Idosos (> 65 anos de idade): existem dados limitados sobre o uso do orlistato em idosos. No entanto, como o orlistato é minimamente absorvido, não é necessário ajustar a dose para idosos. Disfunção hepática e renal: não foram estudados os efeitos do orlistato em doentes com insuficiência hepática e/ou renal. Contudo, como o orlistato é absorvido em frações mínimas, não é necessário ajustar a dose nos doentes com compromisso hepático e/ou renal. Modo de administração: a cápsula deve ser tomada com água imediatamente antes, durante ou até 1 hora após cada refeição principal. Se for omitida uma refeição ou se esta não contiver gordura, a dose de Beacita deve ser omitida. 4.3 CONTRAINDICAÇÕES Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes, tratamento concomitante com ciclosporina, síndrome de mal absorção crónica, colestase, gravidez, amamentação, tratamento concomitante com varfarina ou outros anticoagulantes orais. 4.8 EFEITOS INDESEJÁVEIS As reações adversas ao orlistato são essencialmente de natureza gastrointestinal e relacionadas com o efeito farmacológico do fármaco na prevenção da absorção da gordura ingerida. Infeções e infestações: Muito frequentes: Influenza, Doenças do sangue e do sistema linfático: Frequência desconhecida: Diminuição do valor da protrombina e aumento de INR, Doenças do sistema imunitário, Frequência desconhecida: Reações de hipersensibilidade, incluindo, anafilaxia, broncospasmo, angioedema, prurido, erupção cutânea e urticária, Doenças do sistema imunitário: Frequência desconhecida: Reações de hipersensibilidade, incluindo anafilaxia, broncospasmo, angioedema, prurido, erupção cutânea e urticária, Doenças do metabolismo e da nutrição: Muito frequentes: Hipoglicémia, Perturbações do foro psiquiátrico, Frequentes: ansiedade, Doenças do sistema nervoso, Muito frequentes: cefaleias, Doenças respiratórias, toráxicas e do mediastino, Muito frequentes: Infeção respiratória superior, Frequentes, Infeção respiratória inferior, Doenças gastrointestinais, Muito frequentes, Eliminação de manchas oleosas pelo reto, Gases com descarga, Sensação de urgência em defecar, Fezes gordurosas/oleosas, Evacuação oleosa, Flatulência, Fezes moles; Frequentes: Dor abdominal, Incontinência fecal, Fezes líquidas, Aumento da defecação, Distensão abdominal, Afeção nos dentes, Afeção nas gengivas, Frequência desconhecida: Diverticulite, Pancreatite, Hemorragia retal ligeira; Afeções hepatobiliares: Frequência desconhecida: Hepatite que se pode tornar grave, Colelitíase, Aumento das transaminases e da fosfatase alcalina; Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos: Frequência desconhecida: Erupções vesiculares; Doenças renais e urinárias: Frequência desconhecida: Nefropatia por oxalato; Perturbações gerais e alterações no local de administração: Frequentes: Fadiga. 5. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO Actavis Group PTC ehf., Reykjavikurvegur 76-78, IS-220, Hafnarfjordur, Islândia. 6. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO Registado no Infarmed I.P. com o nº 5474143, blister de 60 unidades. Registado no Infarmed I.P. com o nº 5474150, blister de 84 unidades. 7. DATA DA REVISÃO DO TEXTO 29 de outubro de 2012. Para mais informações deverá consultar o titular de autorização no mercado. Medicamento Não Sujeito a Receita Médica.