11 a 17 de março – semana mundial do Glaucoma

Glaucoma: no encalce do assassino silencioso da visão

De acordo com a OMS, o Glaucoma é a segunda causa de cegueira no mundo e estima-se que, em Portugal, a doença afete mais de 100 mil pessoas. No entanto, uma vez que se trata de uma patologia assintomática, ela é pouco diagnosticada. Para assinalar a Semana Mundial do Glaucoma, o oftalmologista Eugénio Leite esclarece as principais dúvidas a respeito daquele que é considerado o “assassino” silencioso da visão.

O que é o glaucoma?

O glaucoma corresponde a um grupo de doenças que podem danificar o nervo óptico e originar perda da visão e cegueira. Todavia, e com um tratamento precoce, é possível proteger os olhos contra a perda de visão grave.

O que é o nervo ótico?

O nervo ótico consiste num feixe de mais de 1 milhão de fibras nervosas, que liga a retina ao cérebro. A retina é o tecido sensível à luz presente na parte de trás do olho. Para uma boa visão, é necessário que o nervo ótico seja saudável.

De que modo o glaucoma de ângulo aberto provoca lesões no nervo ótico?

Na zona anterior do olho, existe um espaço que se denomina câmara anterior. Existe um líquido transparente que flui continuamente para dentro e fora desta câmara, nutrindo os tecidos circundantes. O líquido é produzido na parte posterior da íris e drenado na parte anterior, no ângulo formado entre esta e a córnea. Quando o líquido chega ao ângulo, passa através de uma rede esponjosa, que atua como um ralo, e deixa o olho.

Por vezes, quando o líquido chega ao ângulo, atravessa esta rede muito lentamente. À medida que o líquido se acumula, a pressão no interior do olho sobe até um nível que pode provocar lesões no nervo ótico.

Quando o nervo ótico sofre lesões decorrentes do aumento da pressão, pode desenvolver-se glaucoma de ângulo aberto e perda de visão. É por esta razão que se torna importante o controlo da pressão existente dentro do olho.

O aumento da pressão ocular significa que tenho glaucoma?

Não necessariamente. O aumento da pressão ocular implica que está em risco de desenvolver glaucoma, mas não significa que tem a doença.

Uma pessoa só tem glaucoma se o nervo ótico estiver danificado. Quando há um aumento da pressão ocular mas não está presente lesão no nervo ótico, não se considera que exista glaucoma, mas sim risco para o seu desenvolvimento. Siga os conselhos do seu oftalmologista.

Posso desenvolver glaucoma se tiver um aumento da pressão ocular?

Não necessariamente. Nem todas as pessoas com aumento da pressão ocular irão desenvolver glaucoma. Algumas pessoas podem tolerar melhor uma pressão ocular mais elevada do que outras. Paralelamente, determinado nível de pressão ocular pode ser elevado para uma pessoa, embora seja normal para outra.

O facto de vir ou não a desenvolver glaucoma depende do nível de pressão que o seu nervo ótico consegue tolerar sem sofrer lesões. Este nível é diferente para cada pessoa. É por esta razão que um exame oftalmológico aprofundado é considerado extremamente importante, uma vez que poderá ajudar o seu oftalmologista a determinar o nível de pressão ocular que, no seu caso, é considerado normal.

Posso desenvolver glaucoma sem aumento da pressão ocular?

Sim. O glaucoma pode desenvolver-se sem aumento da pressão ocular. Esta forma de glaucoma denomina-se glaucoma de baixa pressão ou glaucoma de pressão normal. Não é tão frequente como o glaucoma de ângulo aberto.

Quem se encontra em risco de desenvolver glaucoma de ângulo aberto?

Qualquer pessoa pode desenvolver glaucoma. Algumas apresentam um risco mais elevado, sendo que nestas se incluem indivíduos de raça negra com mais de 40 anos de idade e pessoas com história familiar de glaucoma.

Um exame oftalmológico aprofundado pode revelar mais fatores de risco, nomeadamente pressão ocular elevada, espessura da córnea reduzida e alterações estruturais do nervo óptico. Em algumas pessoas que apresentam combinações destes fatores de alto risco, medicamentos sob a forma de gotas oculares reduzem significativamente o risco de desenvolvimento de glaucoma.

Quais são os sintomas de glaucoma?

Inicialmente, o glaucoma de ângulo aberto não apresenta qualquer sintoma. Não provoca qualquer dor. A visão não se altera.

À medida que o glaucoma se mantém sem tratamento, as pessoas com glaucoma irão perder, de uma forma lenta, a sua visão periférica na totalidade. É como se estivesse a olhar através de um túnel. Com o passar do tempo, a visão em frente pode diminuir, até que deixa de existir qualquer visão. Nesta fase a perda de visão é irreversível.

O glaucoma pode desenvolver-se num ou em ambos os olhos.

Como se deteta o glaucoma?

O glaucoma é detetado através de um exame oftalmológico exaustivo que inclui:

Avaliação da acuidade visual – Este exame, efetuado com um quadro, mede a visão a várias distâncias.

Avaliação do campo visual – Este exame avalia a visão periférica. Ajuda o seu oftalmologista a saber se perdeu visão lateral, um sinal de glaucoma.

Exame oftalmológico com dilatação ocular – São colocadas gotas nos seus olhos para alargar ou dilatar a pupila. O seu oftalmologista utiliza uma lente de ampliação especial para examinar a retina e o nervo ótico, em busca de sinais de lesão e outros problemas oculares. Após o exame, a sua visão próxima pode permanecer turva durante várias horas.

Tonometria – Existem vários aparelhos que medem a pressão no interior do olho. Para a realização deste exame, pode ser necessário colocar gotas de anestésico no seu olho.

Paquimetria – É colocada uma gota de anestésico no seu olho. O seu oftalmologista utiliza um instrumento dotado de ondas ultra-sónicas para medir a espessura da sua córnea.

Quais são algumas das outras formas de glaucoma?

O glaucoma de ângulo aberto é a forma mais frequente. Algumas pessoas apresentam outros tipos de doença.

No glaucoma de baixa pressão ou glaucoma de pressão normal, a lesão do nervo ótico e estreitamento da visão ocorrem em pessoas com pressão ocular normal. A redução da pressão ocular em pelo menos 30 por cento, através de medicamentos, reduz a velocidade de progressão da doença nalgumas pessoas. Noutras, o glaucoma pode agravar-se apesar da obtenção de pressões baixas. Uma história clínica exaustiva é importante na identificação de outros fatores de risco potenciais, tais como pressão arterial baixa, que contribuem para o glaucoma de baixa pressão. Caso não se identifique nenhum fator de risco, as opções terapêuticas para o glaucoma de baixa pressão são iguais às disponíveis para o glaucoma de ângulo aberto.

No glaucoma com encerramento do ângulo, o líquido na zona da frente do olho não consegue chegar ao ângulo e sair do olho. O ângulo fica bloqueado por parte da íris.

As pessoas com este tipo de glaucoma apresentam um aumento súbito da pressão ocular. Entre os sintomas inclui-se dor acentuada e náuseas, bem como rubor ocular e visão turva. Caso desenvolva estes sintomas terá de procurar tratamento imediato. Trata-se de uma emergência médica. Se o seu médico não estiver disponível, dirija-se ao hospital ou clínica mais próximo. Sem tratamento que melhore o fluxo do líquido, o olho pode cegar em apenas um ou dois dias. Habitualmente, uma cirurgia laser imediata e a administração de medicamentos conseguem resolver o bloqueio e proteger a visão.

No glaucoma congénito, as crianças nascem com um defeito no ângulo do olho que reduz a velocidade de drenagem normal do líquido. Estas crianças apresentam habitualmente sintomas evidentes, tais como olhos turvos, sensibilidade à luz e lacrimejo excessivo.

A cirurgia convencional é o tratamento habitualmente sugerido, porque os medicamentos podem ter efeitos desconhecidos na criança, podendo também ser difíceis de administrar. A cirurgia é segura e eficaz. Se a cirurgia for realizada rapidamente, estas crianças têm habitualmente boa probabilidade de crescerem com uma visão adequada.

Os glaucomas secundários podem desenvolver-se como complicações de outras doenças. Estes tipos de glaucoma encontram-se por vezes associados a cirurgia ocular ou catarata avançada, lesões oculares, determinados tumores oculares ou uveíte (inflamação ocular).

O glaucoma pigmentar ocorre quando o pigmento da íris se solta e bloqueia a rede, reduzindo a velocidade de drenagem do líquido. Uma forma grave, denominada glaucoma neovascular, está relacionada com a diabetes ou outras doenças vasculares. Os medicamentos da família dos corticóides, usados no tratamento das inflamações oculares e de outras doenças, podem desencadear glaucoma nalgumas pessoas. Estas formas de glaucoma também são tratadas com medicamentos, cirurgia laser ou cirurgia convencional.

O que poderei fazer caso já tenha perdido alguma visão devido ao glaucoma?

Se já perdeu alguma visão devido ao glaucoma, questione o seu oftalmologista sobre serviços para indivíduos com baixa visão e dispositivos que o possam ajudar a tirar o máximo partido da visão que lhe resta.

O que poderei fazer para proteger a minha visão?

Se está a ser tratado para o glaucoma, cumpra com a medicação todos os dias. Consulte o seu oftalmologista regularmente.

Também pode ajudar a proteger a sua visão dos seus familiares e amigos que possam ter um risco elevado para desenvolver glaucoma – indivíduos de raça negra com mais de 40 anos de idade, todas as pessoas com mais de 60 anos de idade e pessoas com história familiar de glaucoma. Encoraje-os para que efetuem, no mínimo, um exame oftalmológico aprofundado com dilatação ocular de dois em dois anos. Lembre-se: a redução da pressão ocular nas fases precoces do glaucoma reduz a velocidade de progressão da doença e ajuda a poupar a visão.

O glaucoma pode ser curado?

Não. Não existe cura para o glaucoma. Não é possível restabelecer a visão que se perde pela doença.

O glaucoma pode ser tratado?

Sim. O tratamento imediato para o glaucoma de ângulo aberto em fase inicial pode atrasar a progressão da doença. É por esta razão que o diagnóstico precoce é extremamente importante.

Entre as terapêuticas disponíveis para o glaucoma, incluem-se medicamentos, trabeculoplastia laser, cirurgia convencional ou uma combinação destas. Embora estes tratamentos possam poupar a visão que resta, não conseguem melhorar a visão que já foi perdida pelo glaucoma.

Nestes últimos anos, os desenvolvimentos têm incidido na área do diagnóstico, através de instrumentos como o OCTA (Tomografia de Coerência Ótica Angiográfica) ou o tonómetro de monitorização contínua a ser implantado no olho.

Quanto à terapêutica do glaucoma, por um lado, surgem medicamentos novos, como seja, por exemplo, o latanoprostene, uma nova molécula ainda não disponível e que abre novas perspetivas terapêuticas.

No domínio da cirurgia não invasiva, entramos na era do laser (ciclofotocoagulação) transescleral por micropulso, com objetivo de reduzir a formação de humor aquoso, baixando assim a tensão ocular. O procedimento apresenta vários aspetos benéficos: não altera a estrutura do olho, é repetível caso seja necessário, não implica um ato cirúrgico invasivo, logo é menor risco de infeção e anestésico. Provoca, quando muito, inflamação ou visão turva, somente em período curto. É m procedimento de eleição para quase todos os doentes, particularmente para os que se encontram em fase inicial do glaucoma, ou para doentes já submetidos a cirurgia invasiva e que não resultou, ou para doentes com dificuldade em cumprir o tratamento (colocação de gotas). Em suma, é aplicável a grande parte dos doentes.

Este tratamento, denominado Iridex, já está disponível no nosso país mas só um centro (em Coimbra e Lisboa) o dispõe com base regular (diário). Este é, no momento, um tratamento eficaz e já disponível aos doentes de Portugal.

Prof. Doutor Eugenio Leite - Médico Oftalmologista e Diretor Clínico das Clínicas Leite
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
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Antiinflamatórios não esteróides para uso tópico Código ATC: M02AA15 Frenalgil está indicado no tratamento da inflamação pós-traumática dos tendões, ligamentos, músculos e articulações (devida, por ex., a entorses, luxações e contusões); formas localizadas de reumatismo dos tecidos moles, (por ex: tendovaginite, bursite, síndroma ombro-mão e periartropatia) e formas localizadas de reumatismo degenerativo (por ex: osteoartrose das articulações periféricas e da coluna vertebral). 2. ANTES DE UTILIZAR DICLOFENAC JABA Não utilize Diclofenac Jaba -se tem alergia (hipersensibilidade) à substância activa ou a qualquer outro componente de Diclofenac Jaba. -se tiver crises de asma, urticária ou rinite aguda precipitadas pelo ácido acetilsalicílico ou por outros fármacos anti-inflamatórios não esteróides. Tome especial cuidado com Diclofenac Jaba -Frenalgil só deve ser aplicado em superfícies de pele intacta, saudável (sem feridas abertas ou lesões). -Deve evitar-se o contacto com os olhos ou com as mucosas. -Nunca deve ser administrado por via oral. Utilizar Frenalgil com outros medicamentos Não foram referidas quaisquer interacções medicamentosas até à data. No entanto, informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou a utilizar ou tiver tomado ou utilizado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica. Gravidez e aleitamento Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento. Dado não existirem dados sobre o uso de diclofenac na mulher grávida, não se recomenda a sua utilização durante a gravidez e o aleitamento. Tal como no caso de outros inibidores da prostaglandina sintetase, esta recomendação aplica-se em particular aos três últimos meses de gravidez (dada a possibilidade de diminuição da actividade uterina e/ou encerramento prematuro do canal arterial). Condução de veículos e utilização de máquinas Não foram referidos quaisquer efeitos sobre a capacidade de conduzir veículos e utilizar máquinas. Informações importantes sobre alguns componentes de Diclofenac Jaba Propilenoglicol: pode provocar irritação da pele. Álcool Cetostearílico 20 etoxilado: pode provocar reacções locais na pele (p. ex. dermatite de contacto). Butil-hidroxitolueno (E321): pode provocar reacções locais na pele (p. ex. dermatite de contacto), ou irritação nos olhos e nas membranas mucosas. 3. COMO UTILIZAR DICLOFENAC JABA Utilizar Frenalgil sempre de acordo com as indicações do médico ou do farmacêutico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas. O tratamento habitual é o seguinte: Adultos: Frenalgil deve ser aplicado na pele 3 ou 4 vezes por dia, friccionando levemente. A quantidade necessária depende das dimensões da zona dolorosa (por ex: 2-4 g de Frenalgil é suficiente para tratar uma área de aproximadamente 400-800 cm2). Devem lavar-se as mãos após a aplicação, excepto se forem estas o local a tratar. A duração do tratamento depende da indicação e da resposta obtida. Recomenda-se proceder a uma avaliação do tratamento decorridas 2 semanas. Crianças: Não foram devidamente estabelecidas recomendações posológicas e indicações para o uso de Frenalgil em crianças. Se utilizar mais Frenalgil do que deveria A reduzida absorção sistémica de diclofenac tópico torna improvável a ocorrência de sobredosagem. 4. EFEITOS SECUNDÁRIOS POSSÍVEIS Como os demais medicamentos, Frenalgil pode causar efeitos secundários em algumas pessoas, nomeadamente: Reacções locais Ocasionais: dermatite de contacto, alérgica ou não-alérgica (com sintomas e sinais como: prurido, eritema, edema, pápulas, vesículas, bolhas ou descamação cutâneas). Reacções sistémicas Em casos isolados: exantema cutâneo generalizado; reacções de hipersensibilidade (por ex: crises asmáticas, angioedema); reacções de fotosensibilidade. Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico. 5. COMO CONSERVAR DICLOFENAC JABA O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação. Manter fora do alcance e da vista das crianças. Não utilize Frenalgil após o prazo de validade impresso na embalagem. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado. Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como eliminar os medicamentos de que já não necessita. Estas medidas irão ajudar a proteger o ambiente. 6. OUTRAS INFORMAÇÕES Frenalgil é um medicamento sujeito a receita médica. Qual a composição de Diclofenac Jaba -A substância activa é diclofenac. Cada grama de gel contém 11,60 mg de diclofenac dietilamónio, correspondente a 10,00 mg de diclofenac. -Os outros componentes são: parafina líquida, dietilamina, propilenoglicol, álcool Cetostearílico 20 etoxilado, oleato de decilo, carbómero, butil-hidroxitolueno (E321), essência Melody, álcool isopropílico e água purificada. Qual o aspecto de Frenalgil e conteúdo da embalagem Frenalgil apresenta-se na forma de gel. As embalagens contêm uma bisnaga de 40 g, 60 g ou 100 g. É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações. Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante Titular da Autorização de Introdução no Mercado Jaba Recordati, S. A. Lagoas Park, Edificio 5, Torre C, Piso 3 2740 - 298 Porto SalvoPortugal Este folheto foi aprovado pela última vez em: APROVADO EM 14-11-2008 INFARMED