Cuidados com a alimentação

Disfagia: as principais alterações alimentares

Caracterizada por uma alteração na deglutição, a disfagia pode ocorrer em qualquer faixa etária, sendo, no entanto, mais comum nas pessoas idosas. Sentir dor ou não ser capaz de engolir são alguns dos sintomas associados. Apesar das causas serem múltiplas, estima-se que 85% dos doentes com Esclerose Lateral Amiotrófica sofram ou venham a sofrer desta perturbação. Os cuidados alimentares são, pois, parte essencial do tratamento destes doentes.

A disfagia, que se caracteriza por uma dificuldade em engolir, implica quase sempre um maior esforço para mover os alimentos sólidos ou líquidos desde a boca até ao estômago. De acordo com Marta Pinto, terapeuta da fala na Associação Portuguesa de Esclerose Amiotrófica, esta condição pode afetar “qualquer pessoa numa situação de lesão adquirida”.

Apesar de nem sempre se conseguir identificar as causas desta perturbação, sabe-se que pode resultar em consequência de traumas, doenças neuroprogressivas, cardíacas ou neoplasias. Por outro lado, o envelhecimento surge aqui como um importante fator de risco.

“Dentro de cada etiologia a sua incidência varia, sendo que na pessoa com ELA cerca de 85% das pessoas em algum momento da doença apresentam uma Disfagia”, esclarece Marta Pinto acrescentando que esta perturbação pode manifestar-se de diversas formas, consoante a fase em que ocorre: fase oral, faríngea ou esofágica.

“Alguns sinais de alerta são: resíduos alimentares na boca, queda do alimento ou saliva da boca, tosse em algum momento da refeição, sensação de alimento preso na garganta, necessidade de engolir várias vezes, entre outros”, assinala.

O diagnóstico pode envolver vários profissionais de saúde que, numa primeira análise, podem identificar os sinais de alerta. No entanto, deverá ser o Terapeuta da Fala a proceder à avaliação clínica e instrumental da perturbação.

“Dependendo da causa de Disfagia, esta poderá ser reabilitada ou monitorizada, através de exercícios específicos, estratégias facilitadoras e de compensação, como por exemplo, as modificações das consistências dos alimentos ou líquidos que ingere”, refere a especialista quanto ao seu tratamento adiantando que este deverá ser levado a cabo por uma equipa multidisciplinar onde se inclui, para além do Terapeuta, um nutricionista, um enfermeiro e um médico especialista. É ainda importante que doente, familia e/ou cuidador sejam envolvidos neste processo.

Desidratação e desnutrição são as principais complicações associadas à Disfagia. Por outro lado, “em situações específicas, e através da avaliação instrumental, poderá ser observada uma situação de aspiração de alimento/líquido que poderá, com o tempo e a sua repetição, promover uma pneumonia por aspiração”.

Com base nas complicações associadas, a Terapêutica Nutricional é muitas vezes um aspeto importante do seu tratamento, promovendo algumas alterações no tipo de alimentação “que permita assegurar, perante as dificuldades, o aporta nutricional e hídrico necessário a cada situação”.

“Dependendo do quadro de disfagia, poderá ser necessário alterar a consistência dos alimentos para consistências mais moles ou pastosas (como a maçã assada, carne picada ou purés), ingerir menos quantidades, beber golo a golo ou modificar a textura da água”, exemplifica Marta Pinto.

De acordo com esta especialista, alimentos fibrosos como a alface, com texturas mistas (laranja), pulverizáveis (bolachas de água e sal)  ou leguminosas com casca, de que são exemplos o grão e as ervilhas, podem ser mais díficeis de deglutir, aconselhando-se a sua substituição.

Em casos mais avançados, “poderá ser necessário assegurar a alimentação por meios alternativos como Sonda Nasogástrica ou Gastrostomia Endoscópica Percutânea (PEG)”.

Para promover a informação sobre a Disfagia, a APELA  realiza amanhã um jantar solidário -  Sabores em ConTaCto - que contará com uma ementa totalmente adaptada para pessoas que sofrem desta perturbação.

ELA afeta cerca de 800 pessoas em Portugal

A Esclerose Lateral Amiotrófica é uma doença neurodegenerativa, progressiva e ainda sem cura, que se caracteriza pela fraqueza e atrofia muscular. Na ELA, os neurónios motores que conduzem a informação do cérebro aos músculos do nosso corpo, passando pela medula espinhal, morrem precocemente. Como resultado, esses músculos, que são os que nos fazem mexer (músculos estriados esqueléticos), ficam mais fracos.

A ELA é uma doença incapacitante e que aprisiona a pessoa no seu próprio corpo.

Na Europa, existe apenas um fármaco responsável por atrasar a progressão da doença em até dois meses. Paralelamente, existem tratamentos não farmacológicos que podem contribuir para o controlo sintomático da patologia e melhorar a qualidade de vida de doentes e cuidadores. Destacam-se a fisioterapia, a reabilitação respiratória, a terapia da fala e a psicologia.

Na ELA, a esperança média de vida oscila entre os 2 a 5  anos após os primeiros sintomas, embora cerca de 10% dos casos sobreviva mais de 10 e alguns 20 ou mais anos.

A idade média de início dos primeiros sintomas situa-se entre os 55 e os 60 anos, embora existam cada vez mais casos de pessoas diagnosticadas com 30 e 40 anos.

Sofia Esteves dos Santos
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Foto: 
Pixabay

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR Frenalgil Leia atentamente este folheto antes de utilizar o medicamento -Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler. -Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico. -Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sintomas. -Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico. Neste folheto: 1. O que é Frenalgil e para que é utilizado 2. Antes de utilizar Frenalgil 3. Como utilizar Frenalgil 4. Efeitos secundários possíveis 5. Como conservar Frenalgil 6. Outras informações 1. O QUE É FRENALGILE PARA QUE É UTILIZADO O Frenalgil é um medicamento anti-inflamatório não esteróide para uso tópico, incluído no seguinte grupo farmaco-terapêutico: Grupo 9.1.10 – Aparelho locomotor. Anti-inflamatórios não esteróides. Antiinflamatórios não esteróides para uso tópico Código ATC: M02AA15 Frenalgil está indicado no tratamento da inflamação pós-traumática dos tendões, ligamentos, músculos e articulações (devida, por ex., a entorses, luxações e contusões); formas localizadas de reumatismo dos tecidos moles, (por ex: tendovaginite, bursite, síndroma ombro-mão e periartropatia) e formas localizadas de reumatismo degenerativo (por ex: osteoartrose das articulações periféricas e da coluna vertebral). 2. ANTES DE UTILIZAR DICLOFENAC JABA Não utilize Diclofenac Jaba -se tem alergia (hipersensibilidade) à substância activa ou a qualquer outro componente de Diclofenac Jaba. -se tiver crises de asma, urticária ou rinite aguda precipitadas pelo ácido acetilsalicílico ou por outros fármacos anti-inflamatórios não esteróides. Tome especial cuidado com Diclofenac Jaba -Frenalgil só deve ser aplicado em superfícies de pele intacta, saudável (sem feridas abertas ou lesões). -Deve evitar-se o contacto com os olhos ou com as mucosas. -Nunca deve ser administrado por via oral. Utilizar Frenalgil com outros medicamentos Não foram referidas quaisquer interacções medicamentosas até à data. No entanto, informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou a utilizar ou tiver tomado ou utilizado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica. Gravidez e aleitamento Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento. Dado não existirem dados sobre o uso de diclofenac na mulher grávida, não se recomenda a sua utilização durante a gravidez e o aleitamento. Tal como no caso de outros inibidores da prostaglandina sintetase, esta recomendação aplica-se em particular aos três últimos meses de gravidez (dada a possibilidade de diminuição da actividade uterina e/ou encerramento prematuro do canal arterial). Condução de veículos e utilização de máquinas Não foram referidos quaisquer efeitos sobre a capacidade de conduzir veículos e utilizar máquinas. Informações importantes sobre alguns componentes de Diclofenac Jaba Propilenoglicol: pode provocar irritação da pele. Álcool Cetostearílico 20 etoxilado: pode provocar reacções locais na pele (p. ex. dermatite de contacto). Butil-hidroxitolueno (E321): pode provocar reacções locais na pele (p. ex. dermatite de contacto), ou irritação nos olhos e nas membranas mucosas. 3. COMO UTILIZAR DICLOFENAC JABA Utilizar Frenalgil sempre de acordo com as indicações do médico ou do farmacêutico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas. O tratamento habitual é o seguinte: Adultos: Frenalgil deve ser aplicado na pele 3 ou 4 vezes por dia, friccionando levemente. A quantidade necessária depende das dimensões da zona dolorosa (por ex: 2-4 g de Frenalgil é suficiente para tratar uma área de aproximadamente 400-800 cm2). Devem lavar-se as mãos após a aplicação, excepto se forem estas o local a tratar. A duração do tratamento depende da indicação e da resposta obtida. Recomenda-se proceder a uma avaliação do tratamento decorridas 2 semanas. Crianças: Não foram devidamente estabelecidas recomendações posológicas e indicações para o uso de Frenalgil em crianças. Se utilizar mais Frenalgil do que deveria A reduzida absorção sistémica de diclofenac tópico torna improvável a ocorrência de sobredosagem. 4. EFEITOS SECUNDÁRIOS POSSÍVEIS Como os demais medicamentos, Frenalgil pode causar efeitos secundários em algumas pessoas, nomeadamente: Reacções locais Ocasionais: dermatite de contacto, alérgica ou não-alérgica (com sintomas e sinais como: prurido, eritema, edema, pápulas, vesículas, bolhas ou descamação cutâneas). Reacções sistémicas Em casos isolados: exantema cutâneo generalizado; reacções de hipersensibilidade (por ex: crises asmáticas, angioedema); reacções de fotosensibilidade. Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico. 5. COMO CONSERVAR DICLOFENAC JABA O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação. Manter fora do alcance e da vista das crianças. Não utilize Frenalgil após o prazo de validade impresso na embalagem. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado. Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como eliminar os medicamentos de que já não necessita. Estas medidas irão ajudar a proteger o ambiente. 6. OUTRAS INFORMAÇÕES Frenalgil é um medicamento sujeito a receita médica. Qual a composição de Diclofenac Jaba -A substância activa é diclofenac. Cada grama de gel contém 11,60 mg de diclofenac dietilamónio, correspondente a 10,00 mg de diclofenac. -Os outros componentes são: parafina líquida, dietilamina, propilenoglicol, álcool Cetostearílico 20 etoxilado, oleato de decilo, carbómero, butil-hidroxitolueno (E321), essência Melody, álcool isopropílico e água purificada. Qual o aspecto de Frenalgil e conteúdo da embalagem Frenalgil apresenta-se na forma de gel. As embalagens contêm uma bisnaga de 40 g, 60 g ou 100 g. É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações. Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante Titular da Autorização de Introdução no Mercado Jaba Recordati, S. A. Lagoas Park, Edificio 5, Torre C, Piso 3 2740 - 298 Porto SalvoPortugal Este folheto foi aprovado pela última vez em: APROVADO EM 14-11-2008 INFARMED