Entrevista

Descarte de medicamentos: retoma nas farmácias tem crescido mas ainda não é suficiente

Só no último ano foram recolhidas mais de 1000 toneladas de resíduos de medicamentos. Um número bastante positivo tendo em conta que alguns destes resíduos são potencialmente perigosos para a saúde e meio ambiente. No entanto, em entrevista ao Altas da Saúde, Luís Figueiredo, diretor-geral da VALORMED, admite que o “combate” ao desperdício tem de continuar.

Qual a importância da recolha de resíduos de medicamentos? E onde nos podemos dirigir para deixar estes produtos?

A natureza química dos medicamentos ou dos seus restos e, por conseguinte, os danos que podem vir a causar no ambiente, se forem deitados no lixo comum e ecopontos ou despejados através dos esgotos, justificam que a sua entrega seja realizada num local protegido para serem encaminhados para tratamento adequado. As farmácias comunitárias são o local onde podem ser entregues e depositados os resíduos de medicamentos fora de uso ou de prazo de validade, em contentores aí existentes, sendo que a quase totalidade das cerca de 2.900 licenciadas em Portugal continental e ilhas são aderentes ao sistema VALORMED.

Que materiais podem ser entregues nas farmácias? E o que não devemos entregar?          

Na farmácia devem ser entregues os medicamentos de uso humano e veterinário que foram aí comprados e que já não necessitamos ou estão fora de prazo e todos os materiais usados no acondicionamento e embalagem dos produtos adquiridos (cartonagens vazias, folhetos informativos, frascos, blisters, ampolas, bisnagas, etc.). De igual modo, também os acessórios utilizados para facilitar a sua administração (colheres, copos, seringas doseadoras, conta gotas, cânulas, etc.), podem e devem ser entregues.

Por outro lado, não podem ser entregues ou depositadas agulhas ou seringas, termómetros, aparelhos eléctricos ou electrónicos, gaze, material de penso e cirúrgico, produtos químicos, fraldas, radiografias, enfim, todos os resíduos que não estão abrangidos pela licença que está atribuída à VALORMED.

O que acontece aos resíduos recolhidos? Se alguns materiais podem ser reciclados, como as embalagens, o que é feito aos restos de medicamentos?

A recolha das embalagens vazias e medicamentos fora de uso ou de prazo tem como objectivo retirar do lixo comum estes resíduos e enviar para reciclagem os materiais de embalagem e de acondicionamento (papel, cartão, plástico, vidro) e para incineração segura com valorização energética os medicamentos e restos de medicamentos recolhidos. Deste modo, a VALORMED contribui para a preservação do ambiente e cuida da saúde de todos.

A incineração é segura?

A fracção dos resíduos recolhidos pela VALORMED que são enviados para incineração é um processo seguro e controlado, pois é realizada por operadores de gestão de resíduos licenciados e autorizados em Portugal pelas autoridades competentes a fazerem esta operação.

Qual o papel dos cidadãos neste processo? Considera que estão devidamente sensibilizados para a importância da “reciclagem”?

Há um longo caminho a percorrer no que em relação às questões de resíduos, em geral, e resíduos de medicamentos, em particular, diz respeito, mas se observarmos a evolução das recolhas nas farmácias, desde que a VALORMED foi criada, facilmente se constata que os portugueses têm vindo a compreender que uma das suas preocupações está relacionada com a preservação do ambiente e garantia de futuro das gerações vindouras. No entanto, este “combate” terá de continuar, pelo que, o papel da VALORMED e das restantes entidades gestoras é o de insistir com ações de sensibilização e de educação que conduzam a que todos, sem exceção, assumam a responsabilidade de dar o encaminhamento devido aos resíduos que produzem.

E quanto às farmácias? Qual o seu “dever” quanto a esta matéria?

As farmácias participam na divulgação das campanhas de comunicação e informação que regularmente são produzidas pela VALORMED e, por isso, os seus colaboradores desempenham um papel fundamental neste processo, nomeadamente, no ato de dispensa dos produtos aos utentes. Enquanto técnicos de saúde contribuem também ativamente para a sensibilização dos utentes para as boas práticas ambientais, pelo que devem informar da necessidade de ser efectuada a entrega na farmácia das embalagens vazias e dos medicamentos fora de uso no momento da venda. Sempre que possível é igualmente desejável e recomendável que verifiquem se os utentes estão apenas a entregar resíduos de embalagens e de medicamentos, e não outros resíduos que não fazem parte do âmbito da licença que está atribuída à VALORMED.

Que balanço faz desta iniciativa?

O balanço é muito positivo para o sector da cadeia do medicamento, pois, se considerarmos, por um lado, que foi já possível desviar dos aterros muitos milhares de toneladas de resíduos potencialmente perigosos e dar-lhes um tratamento ambiental adequado, as farmácias comunitárias ao funcionarem como únicos pontos de retoma, permitem assegurar a recepção assistida e segura dos resíduos de embalagens e restos de medicamentos fora de uso entregues pelos cidadãos.

Na sua opinião, o que pode melhorar?

Para além da necessária e indispensável adesão dos portugueses a VALORMED ambiciona, também, a concretização de alguns objetivos fundamentais:

1. Transmitir a responsabilidade e preocupação do sector farmacêutico com o destino a dar aos resíduos de embalagens e medicamentos de origem doméstica.

2. Minimizar o impacto que os resíduos de embalagens e medicamentos podem vir a causar sobre o ambiente.

3. Sensibilizar os cidadãos para a não acumulação de medicamentos em suas casas.

4. Evitar a automedicação quando se conservam medicamentos em casa e, por isso, o seu consumo de forma não controlada e indevida.

Para finalizar, quais os erros mais comuns no que toca à separação dos resíduos de medicamentos de origem doméstica? Haverá ainda muita gente que despeja os restos de medicamentos no lixo… Quais os principais riscos? 

Os erros mais comuns, mas também mais preocupantes têm a ver, de facto, com a pouca ou nenhuma atenção que uma parte dos cidadãos ainda dá ou quer dar às questões ambientais e, por isso, juntam todos os lixos que produzem num só recipiente, por norma, o do lixo doméstico. Ou então, se pensarmos que despejar os restos de medicamentos através dos esgotos domésticos os podemos vir a consumir, ao entrarem no ciclo da água, do que estamos à espera para agir e mudar de comportamento e atitude?

Sofia Esteves dos Santos
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
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FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR Frenalgil Leia atentamente este folheto antes de utilizar o medicamento -Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler. -Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico. -Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sintomas. -Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico. Neste folheto: 1. O que é Frenalgil e para que é utilizado 2. Antes de utilizar Frenalgil 3. Como utilizar Frenalgil 4. Efeitos secundários possíveis 5. Como conservar Frenalgil 6. Outras informações 1. O QUE É FRENALGILE PARA QUE É UTILIZADO O Frenalgil é um medicamento anti-inflamatório não esteróide para uso tópico, incluído no seguinte grupo farmaco-terapêutico: Grupo 9.1.10 – Aparelho locomotor. Anti-inflamatórios não esteróides. Antiinflamatórios não esteróides para uso tópico Código ATC: M02AA15 Frenalgil está indicado no tratamento da inflamação pós-traumática dos tendões, ligamentos, músculos e articulações (devida, por ex., a entorses, luxações e contusões); formas localizadas de reumatismo dos tecidos moles, (por ex: tendovaginite, bursite, síndroma ombro-mão e periartropatia) e formas localizadas de reumatismo degenerativo (por ex: osteoartrose das articulações periféricas e da coluna vertebral). 2. ANTES DE UTILIZAR DICLOFENAC JABA Não utilize Diclofenac Jaba -se tem alergia (hipersensibilidade) à substância activa ou a qualquer outro componente de Diclofenac Jaba. -se tiver crises de asma, urticária ou rinite aguda precipitadas pelo ácido acetilsalicílico ou por outros fármacos anti-inflamatórios não esteróides. Tome especial cuidado com Diclofenac Jaba -Frenalgil só deve ser aplicado em superfícies de pele intacta, saudável (sem feridas abertas ou lesões). -Deve evitar-se o contacto com os olhos ou com as mucosas. -Nunca deve ser administrado por via oral. Utilizar Frenalgil com outros medicamentos Não foram referidas quaisquer interacções medicamentosas até à data. No entanto, informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou a utilizar ou tiver tomado ou utilizado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica. Gravidez e aleitamento Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento. Dado não existirem dados sobre o uso de diclofenac na mulher grávida, não se recomenda a sua utilização durante a gravidez e o aleitamento. Tal como no caso de outros inibidores da prostaglandina sintetase, esta recomendação aplica-se em particular aos três últimos meses de gravidez (dada a possibilidade de diminuição da actividade uterina e/ou encerramento prematuro do canal arterial). Condução de veículos e utilização de máquinas Não foram referidos quaisquer efeitos sobre a capacidade de conduzir veículos e utilizar máquinas. Informações importantes sobre alguns componentes de Diclofenac Jaba Propilenoglicol: pode provocar irritação da pele. Álcool Cetostearílico 20 etoxilado: pode provocar reacções locais na pele (p. ex. dermatite de contacto). Butil-hidroxitolueno (E321): pode provocar reacções locais na pele (p. ex. dermatite de contacto), ou irritação nos olhos e nas membranas mucosas. 3. COMO UTILIZAR DICLOFENAC JABA Utilizar Frenalgil sempre de acordo com as indicações do médico ou do farmacêutico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas. O tratamento habitual é o seguinte: Adultos: Frenalgil deve ser aplicado na pele 3 ou 4 vezes por dia, friccionando levemente. A quantidade necessária depende das dimensões da zona dolorosa (por ex: 2-4 g de Frenalgil é suficiente para tratar uma área de aproximadamente 400-800 cm2). Devem lavar-se as mãos após a aplicação, excepto se forem estas o local a tratar. A duração do tratamento depende da indicação e da resposta obtida. Recomenda-se proceder a uma avaliação do tratamento decorridas 2 semanas. Crianças: Não foram devidamente estabelecidas recomendações posológicas e indicações para o uso de Frenalgil em crianças. Se utilizar mais Frenalgil do que deveria A reduzida absorção sistémica de diclofenac tópico torna improvável a ocorrência de sobredosagem. 4. EFEITOS SECUNDÁRIOS POSSÍVEIS Como os demais medicamentos, Frenalgil pode causar efeitos secundários em algumas pessoas, nomeadamente: Reacções locais Ocasionais: dermatite de contacto, alérgica ou não-alérgica (com sintomas e sinais como: prurido, eritema, edema, pápulas, vesículas, bolhas ou descamação cutâneas). Reacções sistémicas Em casos isolados: exantema cutâneo generalizado; reacções de hipersensibilidade (por ex: crises asmáticas, angioedema); reacções de fotosensibilidade. Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico. 5. COMO CONSERVAR DICLOFENAC JABA O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação. Manter fora do alcance e da vista das crianças. Não utilize Frenalgil após o prazo de validade impresso na embalagem. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado. Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como eliminar os medicamentos de que já não necessita. Estas medidas irão ajudar a proteger o ambiente. 6. OUTRAS INFORMAÇÕES Frenalgil é um medicamento sujeito a receita médica. Qual a composição de Diclofenac Jaba -A substância activa é diclofenac. Cada grama de gel contém 11,60 mg de diclofenac dietilamónio, correspondente a 10,00 mg de diclofenac. -Os outros componentes são: parafina líquida, dietilamina, propilenoglicol, álcool Cetostearílico 20 etoxilado, oleato de decilo, carbómero, butil-hidroxitolueno (E321), essência Melody, álcool isopropílico e água purificada. Qual o aspecto de Frenalgil e conteúdo da embalagem Frenalgil apresenta-se na forma de gel. As embalagens contêm uma bisnaga de 40 g, 60 g ou 100 g. É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações. Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante Titular da Autorização de Introdução no Mercado Jaba Recordati, S. A. Lagoas Park, Edificio 5, Torre C, Piso 3 2740 - 298 Porto SalvoPortugal Este folheto foi aprovado pela última vez em: APROVADO EM 14-11-2008 INFARMED