O papel do profissional de saúde

Como dar uma má notícia

A forma como se transmite uma má notícia a um paciente ou aos seus familiares pode condicionar a sua aceitação. Estando sempre associada a um forte impacto psicológico, espera-se que o profissional de saúde adopte uma postura próxima, positiva e tranquilizadora por fim a minimizar a dor.

De acordo com o manual “Comunicação Clínica e Relação de Ajuda” da editora Lidel, dirigido a profissionais de saúde, uma má notícia “consiste em qualquer informação que envolva uma mudança drástica no indivíduo que a recebe, tendo um impacto negativo na sua perspectiva de futuro, afetanto, assim, os domínios cognitivo, emocional, espiritual e comportamental, com eventuais repercussões na dinâmica pessoal, familiar e social”.

A morte de um familiar, a confirmação de uma doença grave ou de um prognóstico reservado são algumas das notícias que nenhum médico gosta de dar.

No entanto, a comunicação destas informações, quer ao doente quer à sua família, tem uma grande importância. Não só fortalece a relação entre o profissional de saúde e o paciente/família, como reduz a incerteza da situação vivida, minimiza sentimentos de isolamento, solidão e medo, e oferece uma orientação para o futuro.

Tratando-se de uma tarefa extremamente difícil também para o profissional de saúde, sobretudo por envolver uma forte carga emocional, foram desenvolvidos alguns protocolos com o objetivo de facilitar a comunicação da notícia, minimizando o seu impacto.

O protocolo SPIKES e TRACES são descritos, neste manual de aprendizagem, como sendo os mais utilizados neste âmbito, e preconizam as seguintes etapas:

Protocolo SPIKES

S (setting) – planear a entrevista. Preparação (preparar-se e preparar o ambiente): nesta etapa o profissional de saúde deve reunir toda a informação disponível sobre o paciente e sua situação. Deve ainda avaliar o nível de conhecimento que possui acerca do seu estado, doença ou contexto e expectativas, bem como proprocionar um ambiente acolhedor,  reservado e sem ruídos.

P (perception) – avaliar a perceção do indivíduo: na maior parte dos casos, o doente já detém algumas informações sobre a sua situação, sendo por isso importante que o profissional de saúde avalie a informação lhe foi veículada e a sua veracidade, bem como o seu nível de compreensão sobre o assunto, as suas expectativas ou o seu estado emocional.

I (invitation) – convidar o interlocotor a falar e identificar o que pretende saber: na sua maioria, os pacientes querem receber a informação real sobre a sua situação (contexto, doença, prognóstico, consequências, etc). No entanto, “cada um pretende um nível de especifidade diferente de informação”, pelo que a esta deve ser veículada em função das suas necessidades. Por exemplo, o doente pode não querer saber as implicações futuras da sua doença.

K (knowledge) – transmitir a informação gradualmente: a informação deve ser clara e a linguagem simples para que o interlocutor a compreenda. “A informação deve também ser organizada em função da sua gravidade e da ansiedade que pode provocar, sendo fundamental transmiti-la de forma gradual, fazendo pausas com frequência, prestando atenção à reacção do interlocutor”.

E (explore Emotions) – permitir a expressão de emoções e apoiar: deve permite que o indivíduo expresse as suas emoções, fornecendo o suporte possível e adequado, com o objetivo de o tranquilizar.

S (Strategy and Sumary) – apresentar uma estratégia de intervenção e planear o futuro: uma má notícia não tem apenas impacto no presente sendo, por isso, fundamental elaborar um plano de intervenção que ajude o doente a ter o acompanhamento necessário no futuro. Deve promover uma esperança realista sobre o seu estado de saúde, por exemplo, e desenvolver um plano de ação, principalmente a curto prazo, que o ajude a superar esta fase.

Protocolo TRACES

T (Terrain) – escolher o local adequeado, sentar-se com o indivíduo, estar disponível garantindo que não será interrompido.

R (Représentations du Patient) – avaliar o conhecimento do indivíduo, explorar as suas crenças e refletir sobre os objetivos da interação.

A (Avertir) – Informar o interlocutors de que lhe vai ser comunicada uma má notícia.

C (Connaissances) – informar sobre o diagnóstico, opções de tratamnento e prognóstico. Responder às questões colocadas e verificar sempre se o interlocutor compreendeu a informação. Deve utlitiza-se uma linguagem simples e de fácil compreensão.

E (Empathie-Émotions) – permitir que expresse as suas emoções, respeitando o seu ritmo e fornecendo suporte emocional.

S (Stratégie et Synthèse) – discutir sobre qual a melhor estratégia  a adoptar, ajudando o interlocutor a lidar com a situação, garantindo que este compreendou os procedimentos a seguir.

Em síntese, ambos os protocolos defendem que se deve atender ao estado emocional e psicológico do interlocutor (seja ele o doente ou seu familiar), transmitindo a informação de forma gradual e utilizando uma linguagem simples, de modo a que a informação seja clara e objetiva. Por outro lado, o profissional de saúde deve ainda ajudar a manter a esperança, planear e assegurar o acompanhamento do indivíduo.  

Sofia Esteves dos Santos
Fonte: 
Comunicação Clínica e Relação de Ajuda
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Foto: 
ShutterStock

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR Frenalgil Leia atentamente este folheto antes de utilizar o medicamento -Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler. -Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico. -Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sintomas. -Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico. Neste folheto: 1. O que é Frenalgil e para que é utilizado 2. Antes de utilizar Frenalgil 3. Como utilizar Frenalgil 4. Efeitos secundários possíveis 5. Como conservar Frenalgil 6. Outras informações 1. O QUE É FRENALGILE PARA QUE É UTILIZADO O Frenalgil é um medicamento anti-inflamatório não esteróide para uso tópico, incluído no seguinte grupo farmaco-terapêutico: Grupo 9.1.10 – Aparelho locomotor. Anti-inflamatórios não esteróides. Antiinflamatórios não esteróides para uso tópico Código ATC: M02AA15 Frenalgil está indicado no tratamento da inflamação pós-traumática dos tendões, ligamentos, músculos e articulações (devida, por ex., a entorses, luxações e contusões); formas localizadas de reumatismo dos tecidos moles, (por ex: tendovaginite, bursite, síndroma ombro-mão e periartropatia) e formas localizadas de reumatismo degenerativo (por ex: osteoartrose das articulações periféricas e da coluna vertebral). 2. ANTES DE UTILIZAR DICLOFENAC JABA Não utilize Diclofenac Jaba -se tem alergia (hipersensibilidade) à substância activa ou a qualquer outro componente de Diclofenac Jaba. -se tiver crises de asma, urticária ou rinite aguda precipitadas pelo ácido acetilsalicílico ou por outros fármacos anti-inflamatórios não esteróides. Tome especial cuidado com Diclofenac Jaba -Frenalgil só deve ser aplicado em superfícies de pele intacta, saudável (sem feridas abertas ou lesões). -Deve evitar-se o contacto com os olhos ou com as mucosas. -Nunca deve ser administrado por via oral. Utilizar Frenalgil com outros medicamentos Não foram referidas quaisquer interacções medicamentosas até à data. No entanto, informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou a utilizar ou tiver tomado ou utilizado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica. Gravidez e aleitamento Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento. Dado não existirem dados sobre o uso de diclofenac na mulher grávida, não se recomenda a sua utilização durante a gravidez e o aleitamento. Tal como no caso de outros inibidores da prostaglandina sintetase, esta recomendação aplica-se em particular aos três últimos meses de gravidez (dada a possibilidade de diminuição da actividade uterina e/ou encerramento prematuro do canal arterial). Condução de veículos e utilização de máquinas Não foram referidos quaisquer efeitos sobre a capacidade de conduzir veículos e utilizar máquinas. Informações importantes sobre alguns componentes de Diclofenac Jaba Propilenoglicol: pode provocar irritação da pele. Álcool Cetostearílico 20 etoxilado: pode provocar reacções locais na pele (p. ex. dermatite de contacto). Butil-hidroxitolueno (E321): pode provocar reacções locais na pele (p. ex. dermatite de contacto), ou irritação nos olhos e nas membranas mucosas. 3. COMO UTILIZAR DICLOFENAC JABA Utilizar Frenalgil sempre de acordo com as indicações do médico ou do farmacêutico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas. O tratamento habitual é o seguinte: Adultos: Frenalgil deve ser aplicado na pele 3 ou 4 vezes por dia, friccionando levemente. A quantidade necessária depende das dimensões da zona dolorosa (por ex: 2-4 g de Frenalgil é suficiente para tratar uma área de aproximadamente 400-800 cm2). Devem lavar-se as mãos após a aplicação, excepto se forem estas o local a tratar. A duração do tratamento depende da indicação e da resposta obtida. Recomenda-se proceder a uma avaliação do tratamento decorridas 2 semanas. Crianças: Não foram devidamente estabelecidas recomendações posológicas e indicações para o uso de Frenalgil em crianças. Se utilizar mais Frenalgil do que deveria A reduzida absorção sistémica de diclofenac tópico torna improvável a ocorrência de sobredosagem. 4. EFEITOS SECUNDÁRIOS POSSÍVEIS Como os demais medicamentos, Frenalgil pode causar efeitos secundários em algumas pessoas, nomeadamente: Reacções locais Ocasionais: dermatite de contacto, alérgica ou não-alérgica (com sintomas e sinais como: prurido, eritema, edema, pápulas, vesículas, bolhas ou descamação cutâneas). Reacções sistémicas Em casos isolados: exantema cutâneo generalizado; reacções de hipersensibilidade (por ex: crises asmáticas, angioedema); reacções de fotosensibilidade. Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico. 5. COMO CONSERVAR DICLOFENAC JABA O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação. Manter fora do alcance e da vista das crianças. Não utilize Frenalgil após o prazo de validade impresso na embalagem. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado. Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como eliminar os medicamentos de que já não necessita. Estas medidas irão ajudar a proteger o ambiente. 6. OUTRAS INFORMAÇÕES Frenalgil é um medicamento sujeito a receita médica. Qual a composição de Diclofenac Jaba -A substância activa é diclofenac. Cada grama de gel contém 11,60 mg de diclofenac dietilamónio, correspondente a 10,00 mg de diclofenac. -Os outros componentes são: parafina líquida, dietilamina, propilenoglicol, álcool Cetostearílico 20 etoxilado, oleato de decilo, carbómero, butil-hidroxitolueno (E321), essência Melody, álcool isopropílico e água purificada. Qual o aspecto de Frenalgil e conteúdo da embalagem Frenalgil apresenta-se na forma de gel. As embalagens contêm uma bisnaga de 40 g, 60 g ou 100 g. É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações. Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante Titular da Autorização de Introdução no Mercado Jaba Recordati, S. A. Lagoas Park, Edificio 5, Torre C, Piso 3 2740 - 298 Porto SalvoPortugal Este folheto foi aprovado pela última vez em: APROVADO EM 14-11-2008 INFARMED