Doença rara

Alergia ao frio atinge 3% da população

Erupções cutâneas, inchaço, comichão, vermelhidão e febre são alguns dos sintomas de uma alergia cutânea rara provocada pelo contacto com o frio e que acomete, sobretudo, adultos jovens.

A urticária é um quadro alérgico, relativamente frequente, e que consiste no aparecimento de placas elevadas e avermelhadas na pele e mucosas acompanhadas de muita comichão.

Tratando-se de uma reação cutânea a um estímulo da pele, é, “na maioria das vezes, transitória” e sem gravidade.

No caso da urticária ao frio, esta reação surge “em resultado de contato com o frio ou substâncias frias” e, de acordo com a dermatologista Leonor Girão, estes casos “são bastante mais raros”.

Tratando-se de uma reação anómala, “por ser exagerada”, pode afetar qualquer pessoa independentemente do sexo ou da idade. “Digamos que é mais frequente em idades mais jovens tal como a maior parte das alergias inespecíficas. Há também formas raríssimas de urticária ao frio que são hereditárias”, explica.

“O principal sintoma é o prurido (comichão). Como sinais o doente refere o aparecimento de manchas e pápulas com aspecto semelhante a casca de laranja devido ao edema, espalhadas pelo corpo ou em relação com a área exposta ao frio, poucos minutos após a exposição”, acrescenta a dermatologista esclarecendo que esta reação, apesar de transitória, pode tornar-se crónica e persistir durante alguns anos.

“Quando existe uma reação mais grave, em que o edema não se limita à superfície da pele mas também atinge mucosas e outros orgãos (pulmões, laringe, intestinos) pode acompanhar-se de dificuldade respiratória, cólicas, náuseas e mesmo originar colapso circulatório com desmaio, perda de conhecimento e morte”, revela.

As urticárias são, de acordo com esta especialista, “reações anómalas a diferentes estímulos – alimentos, plantas, medicamentos, pressão, exercício, calor, frio – em que o estímulo faz com que um tipo de células que existem no sangue (mastócitos) libertem uma substância - a histamina - em circulação e essa substância provoca as reações observadas”. No entanto,  por vezes não se consegue identificar o estímulo desencadeante. “Neste caso, o estímulo é o frio - objectos frios, gelo, água fria, etc”, explica.

Segundo consta, desde 2006, no Repositório do Centro Hospitalar de Lisboa, a patologia é “muitas vezes não diagnosticada, nem devidamente valorizada”, no entanto, Leonor Girão garante o seu diagnóstico é fácil. “A história clínica é muito evidente mas pode ser comprovado facilmente colocando um cubo de gelo em contato com a pele. As pápulas edematosas e eritematosas aparecem poucos minutos depois”, justifica.  

Anti-histamínicos travam quadro alérgico

De acordo com Leonor Girão, a maioria das urticárias ao frio são reações ligeiras “pelo que com alguns cuidados de evicção de frio súbito e tomando a medicação anti-histamínica são controláveis”.

“Na maioria dos casos é possível controlar com medicamentos e acabam por se ir tornando menos intensas e desaparecer”, esclarece reforçando que são raros os casos de urticária que persistem para além de três anos.

No entanto, os casos extremos existem. Beatriz Sanchez, uma modelo espanhola de 30 anos, é o exemplo perfeito.

Entrevistada pela BBC, explica como é viver limitada pela doença. “Eu não me posso sentar na casa de banho ou encostar-me nas paredes porque sei que podem estar frias. Também não posso ir almoçar fora no verão porque, muitas vezes, os restaurantes ligam o ar condicionado”, refere.

A verdade é que, ao contrário do que se poderia pensar, para que se produza este tipo de urticária não é preciso que seja inverno nem que a pele enfrente temperaturas extremas. Uma queda da temperatura ambiente de 26 para 24 graus centígrados pode provocá-la também.

“Na praia, bastava caminhar na beira do mar e levar uns respingos para ficar com a pele empolada", recorda a modelo.

"Um dia, entrei na água por um minuto e, em seguida, tive uma reação em todo o corpo que levou três horas para desaparecer", acrescenta.

"E não é só isso. Às vezes, quando eu saio do chuveiro, se demorar mais para me secar, a água arrefece na minha pele e acontece a mesma coisa", revela à BBC Mundo.

Para além da medicação, a especialista chama a atenção para alguns cuidados. “O tratamento passa por  tentar não expor a pele ao frio intenso (uso de luvas, gorros, roupa), não banhar em água fria, não ingerir alimentos ou líquido gelados, não estar em contacto directo com superfícies frias”.

 

Sofia Esteves dos Santos
Nota: 
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