Condição visual

Miopia

Atualizado: 
29/04/2014 - 09:42
Os raios luminosos convergem à frente da retina. Tudo se passa como se o olho fosse demasiado grande ou o sistema de focagem demasiado potente.
Miopia

Como a visão de perto precisa de uma focagem maior do que a visão de longe, os míopes vêm bem ao perto mesmo sem correcção. A visão dos objectos distantes fica desfocada.

De um modo geral a sua prevalência vária com a idade, com a raça e com o sexo.

Aumenta nas primeiras décadas de vida, particularmente durante a infância tardia e a adolescência. Está presente em 1% das crianças aos 5 anos, aumentando para 8% aos 10 anos e 15% aos 15 anos. É ligeiramente mais frequente no sexo feminino.

Num estudo epidemiológico efectuado na comunidade de Valência a prevalência da miopia foi 2,5% nas crianças entre os 3 e os 8 anos, aumentando para 25,7% no grupo com idade compreendida entre os 9 e os 19 anos.

A prevalência da miopia é muito variável em função da etnia. Os Asiáticos têm a prevalência mais elevada, seguidos pelos Hispânicos. Os Afro-Americanos e os Brancos têm prevalências mais baixas.

Existem vários factores de risco para o aparecimento de miopia numa criança. Uma história familiar positiva de miopia é um factor de risco muito importante. A prevalência de miopia na presença de um progenitor míope é de 20-40%, e na presença de ambos os progenitores é de 30-60%. Outro factor de risco é a ausência de hipermetropia ou uma hipermetropia inferior a 0,5D na idade pré-escolar. O excesso de utilização da visão de perto, que inclui a leitura frequente e regular, aparentemente constitui também um factor de risco.

Na maioria dos casos a miopia apresenta-se numa forma simples que aumenta durante a infância e a adolescência a um ritmo variável, não ultrapassando as 6 D.

A miopia degenerativa é mais rara. Tem valores superiores a 6D e normalmente acaba por apresentar alterações da retina que podem trazer complicações visuais.

Miopia: os feixes luminosos focam à frente da retina

Causas
A miopia aparece, salvo raras excepções, associada a um curso de desenvolvimento da criança, pois que o crescimento ocular e o crescimento geral são dois fenómenos associados.

No entanto, a miopia é a ametropia cujo conhecimento remonta mais além, pois caracteriza-se por uma má visão dos objectos situados ao longe e visão mais distinta em relação a objectos próximos, devendo-se a Kepler (1604) a teoria óptica da miopia.

Como definição, a miopia é uma ametropia em que um feixe de raios de luz paralelos, ao atravessar a córnea, vai encontrar o seu foco antes da retina.

Efeitos
Os míopes caracterizam-se por verem mal ao longe e relativamente bem ao perto. A sua visão faz-se por meio de círculos de difusão (fenómeno óptico sobre a forma círculos concêntricos), para diminuir o diâmetro e espaçamentos destes círculos - e consequentemente passarem a ver melhor - eles tendem a fechar um pouco as pálpebras, formando assim uma fenda estenopeica e aumentando a profundidade de foco.

Ao perto, os míopes vêm relativamente bem com a vantagem de exercerem menor acomodação que um emétrope.

Detecção
A detecção da miopia pode-se verificar através das técnicas de esquiascopía, refractometria ou refracção subjectiva (método refractivo em que o resultado final depende da resposta do paciente).

Compensação
A compensação de miopia é feita com o auxílio de lentes côncavas (lentes negativas). Essas lentes podem ser oftálmicas (lentes para óculos), de contacto ou até mesmo intra-oculares (lente introduzida dentro do olho através de intervenção cirúrgica). O paciente também pode recorrer à cirurgia LASIK , assim como ao tratamento através da Ortoqueratologia (Orto-K).

Fonte: 
oftalmologia-pediatrica.eu
APLO
Nota: 
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