Saúde oral

Infeções herpéticas

As infeções herpéticas bucais são as gengivo-estomatite herpética aguda e o herpes labial. Cerca de 80% da população é portadora assintomática do vírus herpes e 20-30% sofre de 2 infeções anuais, havendo cerca de 15% da população como portadora da infeção primária.

As infeções herpéticas são ocasionadas pelo vírus Herpes simplex tipo 1 em que a transmissão é direta ou pelo contato com objetos contaminados. Após um surto, o vírus regressa aos gânglios trigémeos ou lombossagrados até surgirem condições para novo surto. A infeção herpética labial pode ser precipitada por situações de stresse, como radiações solares, frio, traumatismo dos lábios, ou associada à presença de infeções víricas. A fadiga, vento, alterações hormonais pela menstruação podem igualmente predispor para o surto herpético.

Com frequência, a primeira infeção surge em criança, com febre, irritabilidade, gengivas vermelhas com vesículas dolorosas que rebentam e deixam úlceras. Estas infeções são autolimitadas e podem regressar sob a forma de herpes labial com vesículas que formam crostas que curam em 7-10 dias.

O surto de herpes labial surge com uma fase prodrómica até 24 horas antes do aparecimento de sinais visíveis em que a área em torno dos lábios apresenta latejamento com sensação de queimadura e prurido. Desenvolve-se posteriormente, nos lábios e em volta deles, o eritema seguido de formação de bolhas dolorosas e irritativas cheias de fluido, que rebentam ao fim de 1-3 dias. Formam-se posteriormente, crostas que podem cair com a cura em 2 semanas.

Tratamento das Infeções Herpéticas
Há medidas gerais a aconselhar ao doente que complementam o tratamento medicamentoso.

Medidas Gerais
As medidas gerais de tratamento destinam-se a melhorar o estado geral do doente, quando afetado. Pode recomendar-se o repouso, dieta com alimentos moles ou líquidos, analgésicos orais e antipiréticos no caso de febre.

As mucosas podem ser limpas com solução desinfetante ou solução salina preparada com 1 colher de sal de mesa em 250 mL de água morna.

A aplicação de gelo sobre as lesões na fase prodrómica pode ter algum efeito benéfico.

Para prevenir a disseminação da infeção: lavar as mãos após aplicação da medicação ou tocar nas lesões, não tocar nos olhos.

Para evitar a contaminação de terceiros: não partilhar talheres, copos, toalhas, almofadas, etc.

Doentes com surtos repetidos: evitar sempre a exposição solar aplicando diariamente protetores solares. 

Prof. Doutora Maria Augusta Soares
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
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