O que precisa saber

Gigantomastia e redução mamária

Embora a maioria das mulheres recorra à cirurgia de aumento mamário, há muitas mulheres que reduzem o volume das mamas por razões de saúde e até psicológicas. Neste artigo, a especialista em cirurgia plástica e reconstrutiva Ana Silva Guerra responde às principais dúvidas sobre redução mamária.

Quais os motivos que levam a mulher a reduzir a mama?

A mulher procura reduzir o tamanho mamário por razões de ordem física, estética e psicológica. Mama penduladas, de grande volume são um contributo importante para a sintomas diversos, do foro osteoarticular, cutâneo e neurológico: cervicalgias e dorsalgias (dor na coluna), intertrigo da região submamária (pele avermelhada, macerada e por vezes infeção fúngica associada), prega do sutiã muito vincada e uma incidência aumentada de síndrome do canal cárpico. A limitação na prática de exercício físico, constrangimento social e dificuldade na escolha de indumentárias são outros aspetos de relevo, descritos por estas doentes.

Nem todas as reduções mamárias têm as mesmas cicatrizes. Como são as cicatrizes?

O tamanho e a forma da mama, bem como a magnitude da redução que a paciente deseja são fatores essenciais, que ajudam a Cirurgiã Plástica a determinar qual a técnica que melhor se adequa a cada paciente.  Em alguns casos é possível evitar a cicatriz que habitualmente se situa no sulco inframamário. Raramente, em casos de volumes extremos, os mamilos e as areolas podem ser verdadeiramente “transplantados” para uma posição superior. Outra opção menos comum, e que é apropriada para um grupo restrito de pacientes, é a lipoaspiração por si. Mas todos estes aspetos são muito individuais e cada caso é detalhadamente discutido entre a paciente e a médica.

Como é a cicatrização? Como impedir que as cicatrizes se tornem “feias”?

O processo cicatricial ocorre segundo etapas bem definidas e conhecidas. Contudo, existe um conjunto de fatores e características que podem interferir na cicatrização. Assim, é importante que não fume pois o tabaco interfere com a cicatrização. Se for fumador(a), deve parar no mínimo seis semanas antes da intervenção, até no mínimo, quatro a seis semanas após a mesma. Outros cuidados importantes são o tratamento das cicatrizes, depois de totalmente epitelizadas, com silicone (em gel e/ou em placa) associado a massagem compressiva sobre a cicatriz. A utilização de vestuário compressivo (soutien especifico para o pós-operatório da Mamoplastia de Redução) e a realização de drenagens linfáticas manuais, por profissionais experientes e vocacionados para o acompanhamento pós operatório deste tipo de intervenção, são outros aspetos essenciais para um melhor resultado

Quais os cuidados a ter no pós-operatório?

Alguma hipersensibilidade e incómodo são perfeitamente normais e expectáveis também nas primeiras horas e dias. A analgesia, nos primeiros 3-4 dias é sobretudo preventiva, por isso deve seguir rigorosamente a terapêutica prescrita. Repouso/movimento: é perfeitamente normal que a mobilidade esteja condicionada nos membros superiores, mas forma nenhuma esta impedida de andar. Estar em permanente repouso no leito não é de todo aconselhado. O mais importante é o cuidado na mobilização dos braços: o cotovelo não pode ultrapassar a altura do ombro. Os pensos: as incisões são cobertas por tiras adesivas e protegidas com pensos ligeiramente mais largos para manter a zona limpa e seca. O soutien compressivo, referido anteriormente, é vestido sobre os pensos e deve ser usado durante 24h/dia no primeiro mês e meio a dois meses de pós-operatório. Exercício físico: só deve retornar à atividade física habitual aos dois meses de pós-operatório.

Dra. Ana Silva Guerra - Cirurgia Plástica Reconstrutiva e Estética
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
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INFORMAÇÕES ESSENCIAIS COMPATÍVEIS COM RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO NOME DO MEDICAMENTO: Microlax, 450 mg/5 ml + 45 mg/5 ml, Solução rectal e Microlax, 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml, Solução rectalCOMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA: Composição por microclister: Citrato de sódio: 450 mg ou 270 mg; Laurilsulfoacetato de sódio 45 mg ou 27 mg. Excipiente q.b.p.: 5 ml ou 3 ml. FORMA FARMACÊUTICA: Solução rectal (enema). A solução é viscosa, incolor e contém pequenas bolhas de ar incorporadas. INFORMAÇÕES CLÍNICAS – Indicações terapêuticas: Tratamento sintomático da obstipação rectal ou recto-sigmoideia; Encopresis; Obstipação durante a gravidez, obstipação associada ao parto e cirurgia (uso pré e pós­operatório); Preparação do recto e sigmóide para exames endoscópicos. Posologia e modo de administração: Adultos e crianças de idade superior a 3 anos: Administrar o conteúdo de uma bisnaga por dia. Na obstipação marcada pode vir a ser necessária a aplicação do conteúdo de duas bisnagas. Crianças até 3 anos: Na maioria dos casos é suficiente uma bisnaga de Microlax a 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml. Modo e via de administração: 1. Retirar a tampa da cânula (Microlax a 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml) ou quebrar o selo da cânula (Microlax a 450 mg/5 ml + 45 mg/5 ml). 2. Comprimir ligeiramente a bisnaga até aparecer uma gota na extremidade da cânula. 3.Introduzir a cânula no recto. 4.Comprimir completamente a bisnaga. 5.Retirar a cânula, mantendo a bisnaga comprimida. Contra-indicações:Hipersensibilidade às substâncias activas ou a qualquer dos excipientes. Advertências e precauções especiais de utilização: Recomenda-se evitar a utilização de Microlax no caso de pressão hemorroidária, fissuras anais ou rectais e colites hemorrágicas. Interacções medicamentosas e outras formas de interacção: Não foram realizados estudos de interacção. Efeitos indesejáveis: Doenças gastrointestinais: Frequência desconhecida (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis): Como em relação a todos os medicamentos do género, um uso prolongado pode originar sensação de ardor na região anal e excepcionalmente rectites congestivas. DATA DA REVISÃO DO TEXTO: Janeiro de 2009. Para mais informações deverá contactar o titular de Autorização de Introdução no Mercado. Medicamento não Sujeito a Receita Médica.