Mononucleose: mais de 90% da população adulta possui anticorpos

Doença do Beijo atinge sobretudo os mais jovens

A mononucleose, também conhecida como doença do beijo, é uma síndrome infectocontagiosa que acomete, sobretudo, adolescentes e adultos jovens. No dia em que se assinala o Dia Internacional do Beijo, o especialista em Medicina Interna, Almeida Nunes, explica-nos tudo o que precisamos saber sobre esta patologia.

A Mononucleose Infeciosa, trata se duma doença viral, causada por um herpes vírus, denominado  Epstein–Barr, em homenagem aos investigadores Michael Epstein e Yvonne Barr.

A sua transmissão é essencialmente feita através da saliva, daí a sua designação de doença do beijo, mas pode ser transmitida pela tosse, espirros que projectam as gotículas da saliva do portador para o individuo são.

Este é o mecanismo de transmissão de muitas doenças virais, incluindo a conhecida gripe sazonal.

Por esta razão, as pessoas infetadas, idealmente, deveriam usar uma máscara protetora, à semelhança do que se vê com frequência nalgumas regiões do Oriente.

Pelos mesmos motivos, em períodos de surtos gripais devem ser evitados os grandes aglomerados populacionais, que aumentam substancialmente o risco de contaminação, e as pessoas infetadas devem manter uma distância de um metro relativamente aos outros.

Voltando à doença do beijo, ela tem um pico de incidência muito mais marcado na população jovem, nomeadamente, entre os 10 e os 30 anos.

É naturalmente uma doença febril, com aumento do volume ganglionar, em particular no pescoço (adenopatias cervicais), aumento do volume do baço (esplenomegalia), dor de garganta e este é um aspeto muito importante: determina duma maneira geral muito cansaço e prostração ao seu portador.

Sendo uma doença viral, o tratamento é muitas vezes conservador com anti piréticos (medicamentos para baixar a febre), como o Paracetamol ou o Ibuprofeno, boa hidratação e repouso, sendo essencial evitar atividades que possam traumatizar o aumentado baço, que fragilizado pela doença pode ser sede de rutura.

Muitas vezes, complica-se com infeção bateriana da garganta, normalmente por Estreptococus, obrigando à toma de antibióticos.

Embora não com muita frequência, pode apresentar complicações graves como obstrução das vias aéreas, obrigando ao uso de corticóides.

Determina imunidade, isto é o seu portador cria anticorpos que persistem para toda a vida, evitando a recorrência da doença.

Existem análises especificas para o seu diagnóstico, nomeadamente os anticorpos para o vírus.

Habitualmente, após algumas semanas de convalescença, onde o cansaço (por vezes muito intenso) domina, dá se a cura.

Pelo que foi dito, é uma doença séria, que pode imitar certos linfomas ou até leucemias. Mas isto não pressupõe abolição ou o evitamento no geral do beijo, refiro me acima de tudo ao beijo íntimo, amoroso que é um apaziguador da alma, e faz bem a tudo e a todos.

Mas, se o seu parceiro(a), estiver com febre e dor na garganta o melhor é dizer um olá carinhoso e deixar o beijo para depois!

Dr. Almeida Nunes - Medicina Interna Hospital Lusíadas Lisboa
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
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INFORMAÇÕES ESSENCIAIS COMPATÍVEIS COM RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO NOME DO MEDICAMENTO: Microlax, 450 mg/5 ml + 45 mg/5 ml, Solução rectal e Microlax, 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml, Solução rectalCOMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA: Composição por microclister: Citrato de sódio: 450 mg ou 270 mg; Laurilsulfoacetato de sódio 45 mg ou 27 mg. Excipiente q.b.p.: 5 ml ou 3 ml. FORMA FARMACÊUTICA: Solução rectal (enema). A solução é viscosa, incolor e contém pequenas bolhas de ar incorporadas. INFORMAÇÕES CLÍNICAS – Indicações terapêuticas: Tratamento sintomático da obstipação rectal ou recto-sigmoideia; Encopresis; Obstipação durante a gravidez, obstipação associada ao parto e cirurgia (uso pré e pós­operatório); Preparação do recto e sigmóide para exames endoscópicos. Posologia e modo de administração: Adultos e crianças de idade superior a 3 anos: Administrar o conteúdo de uma bisnaga por dia. Na obstipação marcada pode vir a ser necessária a aplicação do conteúdo de duas bisnagas. Crianças até 3 anos: Na maioria dos casos é suficiente uma bisnaga de Microlax a 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml. Modo e via de administração: 1. Retirar a tampa da cânula (Microlax a 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml) ou quebrar o selo da cânula (Microlax a 450 mg/5 ml + 45 mg/5 ml). 2. Comprimir ligeiramente a bisnaga até aparecer uma gota na extremidade da cânula. 3.Introduzir a cânula no recto. 4.Comprimir completamente a bisnaga. 5.Retirar a cânula, mantendo a bisnaga comprimida. Contra-indicações:Hipersensibilidade às substâncias activas ou a qualquer dos excipientes. Advertências e precauções especiais de utilização: Recomenda-se evitar a utilização de Microlax no caso de pressão hemorroidária, fissuras anais ou rectais e colites hemorrágicas. Interacções medicamentosas e outras formas de interacção: Não foram realizados estudos de interacção. Efeitos indesejáveis: Doenças gastrointestinais: Frequência desconhecida (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis): Como em relação a todos os medicamentos do género, um uso prolongado pode originar sensação de ardor na região anal e excepcionalmente rectites congestivas. DATA DA REVISÃO DO TEXTO: Janeiro de 2009. Para mais informações deverá contactar o titular de Autorização de Introdução no Mercado. Medicamento não Sujeito a Receita Médica.