Dia Mundial da Saúde Oral

“A boca é um reflexo da nossa saúde”

Para assinalar o Dia da Saúde Oral, Joana Vasconcelos Cruz, diretora clínica das Clínicas Viver, escreve sobre como alguns problemas de saúde podem afetar a nossa boca. Alimentos e medicação estão entre os fatores que influenciam a nossa saúde oral.

A nossa saúde depende de múltiplos factores, entre eles, factores estruturais, químicos, psicológicos, genéticos, epigenéticos e ainda os nossos hábitos e estilo de vida.
O restabelecimento do equilíbrio energético global do paciente conduz a um estado de saúde física, mental e psíquica.

A saúde em geral e a saúde da nossa boca funciona como um puzzle que deve estar em perfeita harmonia. Além dos factores intrínsecos do nosso próprio organismo, a saúde mental, a alimentação, o meio ambiente onde estamos inseridos, bem como os nossos hábitos e rotinas são factores críticos que podem influenciar o equilíbrio deste puzzle.
Assim, a boca é um órgão extremamente importante, responsável por manter o equilíbrio para que funções vitais, como a mastigação, digestão, deglutição e respiração, se realizem de forma correta. Por isso, é muito importante que a boca esteja saudável e que tenha todos os dentes.

A boca é um reflexo da nossa saúde. Não é por acaso que segundo a filosofia chinesa a língua é a abertura para o coração, e esta teoria pode ser aplicada a toda a cavidade oral. O que comemos, algumas doenças que temos, a medicação que fazemos, tudo pode ter a sua manifestação oral. Mas o contrário também pode ser verificado, ou seja, determinados problemas orais podem reflectir-se na saúde em geral.

A ausência de uma peça dentária cria um desequilíbrio durante a mastigação e a deglutição, obtendo um resultado deficiente na formação do bolo alimentar e consequentemente na digestão do mesmo. Para uma correta mastigação é necessário uma actividade equilibrada dos músculos e dentes de ambos os lados. Esta simetria de forças que é necessária repercute-se na simetria e harmonia da face, do crânio e de todos os órgãos dos sentidos (nariz, ouvidos, olhos, língua). Esta actividade compenetrada de toda a musculatura corporal permite desenvolver uma postura correta e equilibrada.

A alteração das funções do aparelho estomatognático (mastigação, deglutição e respiração) podem ter repercussões sistémicas, pelo que a prevenção, o tratamento e a manutenção do correto funcionamento deste sistema é fundamental, sendo para nós um ponto-chave na forma holística e integrada como procuramos tratar e manter a nossa saúde.

Sabia que a cárie dentária é a infecção mais prevalente no mundo, afectando cerca de 90% da população e que as infecções dos dentes, gengivas e osso aumentam consideravelmente o risco da patologia cardíaca?

Existem já diversos estudos que comprovam o relacionamento entre as doenças cardiovasculares e a periodontite e gengivite. Isto porque nestas patologias orais, existem colónias bacterianas na gengiva, que entram facilmente na corrente sanguínea, podendo depositarem-se em gordura localizada nos vasos do coração levando a formação de coágulos e provocarem problemas cardíacos.

Sabia que o cancro oral é o oitavo mais comum e o mais dispendioso de se tratar e as infecções orais em grávidas estão associadas a nascimentos prematuros e a recém-nascidos de baixo peso?

Sabia que as restaurações a amálgama (vulgarmente conhecidas por “chumbo”), podem ser muito prejudiciais à sua saúde? Esses materiais contêm ligas de metais pesados e mercúrio que podem ser tóxicos para o seu organismo. Nem todas as pessoas toleram bem os metais pesados e as consequências da sua intoxicação são inúmeras. Dor de cabeça, cansaço e fadiga, por exemplo, são queixas frequentes.
Além disso, os dentes estão relacionados com todos os órgãos e sistemas, portanto uma doença num dente não deve ser considerada local, o paciente deve ser avaliado como um todo utilizando assim uma abordagem sistémica e integrativa.

Os medicamentos e a alimentação também influenciam a saúde oral.

A doença do séculos XXI é muito provavelmente a depressão. O consumo de antidepressivos aumentou na última década. O problema oral mais frequente nestes pacientes é a boca seca, também chamada de xerostomia. É um efeito secundário destes medicamentos, que leva à diminuição da produção de saliva.

A saliva tem um papel fundamental no início da digestão e na formação do bolo alimentar, protege toda a mucosa oral, mantém o pH do meio oral, e desta forma poderá ajudar a defender contra a cárie dentária. A nível de saúde geral, pode estar na causa de inflamações do esófago e aparecimento de úlceras.

Quando um paciente chega à consulta com queixas de sensibilidade dentária, e aparentemente não há justificação clínica para tal, é sempre importante questionar que tipo de alimentação o paciente faz.

Um consumo muito frequente de alguns refrigerantes com o pH muito baixo, vinagre, sumos de limão e laranja vai causando desmineralização ao esmalte dentário, podendo provocar sensibilidade dentária.

Em casos de distúrbios alimentares, como a anorexia e bulimia, também é frequente registar desmineralizações (e consequentemente sensibilidade dentária), associado à indução de vómito. Semelhante a estas situações, é também o caso de pacientes com reflexo gastroesofágico.

É sempre importante sinalizar estes pacientes, de modo a adoptar medidas preventivas para minimizar o desconforto provocado.

Todos estes problemas conseguem ser evitados e/ou detectados precocemente com consultas de check up e Higiene Oral regulares.

Dra. Joana Vasconcelos Cruz - médica dentista e diretora clínica das Clínicas Viver
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
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INFORMAÇÕES ESSENCIAIS COMPATÍVEIS COM RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO NOME DO MEDICAMENTO: Microlax, 450 mg/5 ml + 45 mg/5 ml, Solução rectal e Microlax, 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml, Solução rectalCOMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA: Composição por microclister: Citrato de sódio: 450 mg ou 270 mg; Laurilsulfoacetato de sódio 45 mg ou 27 mg. Excipiente q.b.p.: 5 ml ou 3 ml. FORMA FARMACÊUTICA: Solução rectal (enema). A solução é viscosa, incolor e contém pequenas bolhas de ar incorporadas. INFORMAÇÕES CLÍNICAS – Indicações terapêuticas: Tratamento sintomático da obstipação rectal ou recto-sigmoideia; Encopresis; Obstipação durante a gravidez, obstipação associada ao parto e cirurgia (uso pré e pós­operatório); Preparação do recto e sigmóide para exames endoscópicos. Posologia e modo de administração: Adultos e crianças de idade superior a 3 anos: Administrar o conteúdo de uma bisnaga por dia. Na obstipação marcada pode vir a ser necessária a aplicação do conteúdo de duas bisnagas. Crianças até 3 anos: Na maioria dos casos é suficiente uma bisnaga de Microlax a 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml. Modo e via de administração: 1. Retirar a tampa da cânula (Microlax a 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml) ou quebrar o selo da cânula (Microlax a 450 mg/5 ml + 45 mg/5 ml). 2. Comprimir ligeiramente a bisnaga até aparecer uma gota na extremidade da cânula. 3.Introduzir a cânula no recto. 4.Comprimir completamente a bisnaga. 5.Retirar a cânula, mantendo a bisnaga comprimida. Contra-indicações:Hipersensibilidade às substâncias activas ou a qualquer dos excipientes. Advertências e precauções especiais de utilização: Recomenda-se evitar a utilização de Microlax no caso de pressão hemorroidária, fissuras anais ou rectais e colites hemorrágicas. Interacções medicamentosas e outras formas de interacção: Não foram realizados estudos de interacção. Efeitos indesejáveis: Doenças gastrointestinais: Frequência desconhecida (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis): Como em relação a todos os medicamentos do género, um uso prolongado pode originar sensação de ardor na região anal e excepcionalmente rectites congestivas. DATA DA REVISÃO DO TEXTO: Janeiro de 2009. Para mais informações deverá contactar o titular de Autorização de Introdução no Mercado. Medicamento não Sujeito a Receita Médica.