Inovação no tratamento da dor: Ablação do nervo basivertebral para tratamento da dor lombar

A epidemia de dor lombar em números (a nível mundial):
- Em algum momento da sua vida, 80% das pessoas sofre de dor lombar incapacitante;
- 2 em 3 pessoas que sofrem de dor lombar pela primeira vez, voltarão a ter queixas nos 12 meses seguintes;
- Todos os anos, 500 milhões de pessoas sofrem de dor lombar;
- Este número ascenderá a 843 milhões em 2050;
- A dor lombar é a principal causa de incapacidade e de perda de produtividade no trabalho.
O conceito de dor vertebrogénica
Classicamente, a dor lombar era associada a problemas localizados no disco intervertebral, articulações facetárias, periósteo, músculos e duramáter.
Desde há alguns anos, a ciência procurou identificar outras estruturas envolvidas na dor lombar.
Um número crescente de estudos científicos suporta a importância da identificação de inflamação no osso das vértebras da região lombar (alterações de Modic), através da ressonância magnética.
O nervo basivertebral conduz a dor desde as vértebras com inflamação até ao cérebro, sendo um elemento fundamental para entender a dor lombar.
Cirurgia de ablação do nervo basivertebral
Nos EUA, foram realizados muitos estudos científicos que suportam a segurança e a eficácia da ablação do nervo basivertebral.
Todos os dias, centenas de pessoas são tratadas com esta cirurgia.
Fora dos EUA, o conhecimento e a tecnologia não estavam disponíveis.
A nova técnica X para ablação do nervo basivertebral: conhecimento 100% português
O neurocirurgião português Bruno Lourenço Costa aperfeiçoou os equipamentos médicos de primeira geração e desenvolveu a inovadora técnica X para ablação do nervo basivertebral.
As inovações introduzidas produziram ganhos em segurança e eficácia relativamente à técnica original.
Os resultados clínicos da nova técnica X para ablação do nervo basivertebral foram apresentados em dois dos mais importantes congressos internacionais (congresso europeu e congresso mundial de neurocirurgia).
Os estudos apresentados são os primeiros realizados fora dos EUA.
Médicos de 12 países acompanharam o neurocirurgião Bruno Lourenço Costa para conhecerem a técnica, de modo a implementá-la nos seus hospitais.
A técnica é realizada com uma ligeira sedação; é realizado um corte de 3 mm na pele para introduzir um catéter de radiofrequência no corpo da vértebra onde está localizado o nervo basivertebral; depois de confirmar com radiografia ou TAC a posição ideal do catéter de radiofrequência, este gera uma esfera de calor altamente concentrado que destrói o nervo basivertebral, protegendo todas as outras estruturas importantes que estão próximas; o paciente tem alta 3 horas depois do tratamento e pode re-iniciar o trabalho e o desporto 3 dias depois do tratamento.
As grandes vantagens desta técnica minimamente invasiva são: melhoria da dor lombar de forma imediata e duradoura; sem necessidade de internamento ou anestesia geral; cortes impercetíveis na pele; preservação da mobilidade natural da coluna vertebral.
