Impotência e disfunção erétil em Portugal

Por aqui já pode ver que não algo incomum. Mas nada tema. Há um tratamento confiável da impotência que lhe apresentaremos mais à frente. Antes disso, importa olhar para as causas e para os dados. Só assim conseguirá compreender os tratamentos, depois. Venha daí que explicamos-lhe tudo.
Prevalência real em Portugal: números alarmantes do SNS
Apesar de ainda ser um tema rodeado de silêncio, os números mostram que a disfunção erétil é mais comum do que se imagina em Portugal. Estudos nacionais indicam que a prevalência global ronda os 19,2% nos homens entre os 25 e os 70 anos, mas a incidência aumenta de forma significativa com a idade. Nos homens mais jovens, a taxa situa-se nos 2,3%, enquanto nos mais idosos pode ultrapassar os 53%.
Quando se analisa a gravidade, cerca de 25% dos casos são considerados moderados e 10% severos, o que significa um impacto real na qualidade de vida e nas relações pessoais. Entre os homens com diabetes, a prevalência sobe para 23,8%, confirmando a forte ligação entre doenças metabólicas e impotência.
Ainda assim, há um problema que agrava o cenário: a baixa procura de ajuda médica. Estima-se que cerca de 30% dos homens evite falar do problema por vergonha ou estigma, adiando o diagnóstico e o tratamento. O paradoxo é simples: mais de 90% dos casos são tratáveis quando acompanhados de forma adequada. Ou seja, não estamos perante um destino inevitável, mas sim perante um problema de saúde com solução.
Principais causas da impotência masculina
Na maioria dos casos, a origem da disfunção erétil é física. As chamadas causas orgânicas representam cerca de 80% dos diagnósticos, estando frequentemente associadas a doenças crónicas como diabetes, hipertensão arterial, colesterol elevado e tabagismo. Em Portugal, dados indicam que 65,7% dos homens com disfunção erétil apresentam três ou mais fatores de risco cardiovascular, o que reforça a ligação entre saúde sexual e saúde do coração.
O consumo excessivo de álcool, o sedentarismo e a obesidade também contribuem para o problema, ao afetarem a circulação sanguínea e os níveis hormonais. Por outro lado, cerca de 20% dos casos têm origem psicológica, estando relacionados com stress, ansiedade, depressão ou problemas de autoestima.
Importa ainda sublinhar que a disfunção erétil pode ser um sinal de alerta para doenças mais graves, como problemas cardiovasculares ou alterações da próstata. Ignorar os sintomas pode significar perder uma oportunidade de diagnóstico precoce.
Sintomas, diagnóstico e quando procurar ajuda no SNS
O principal sintoma é a dificuldade persistente em obter ou manter uma ereção durante pelo menos três meses. Episódios pontuais são normais, mas quando o problema se torna frequente, é aconselhável procurar ajuda médica.
O diagnóstico é geralmente feito através de questionários clínicos validados, como o IIEF (International Index of Erectile Function), complementado por análises laboratoriais e avaliação clínica. Em Portugal, a primeira abordagem pode ser feita no médico de família, que encaminha o doente para um urologista ou andrologista.
O Serviço Nacional de Saúde cobre tanto o diagnóstico como o acompanhamento, o que significa que não há razão para adiar a consulta por motivos financeiros. Quanto mais cedo for feita a avaliação, melhores serão os resultados do tratamento.
Tratamentos eficazes para disfunção erétil: medicação e cirurgia
O tratamento da disfunção erétil evoluiu bastante nas últimas décadas. A primeira linha terapêutica passa geralmente pelos inibidores da PDE5, medicamentos orais com uma taxa de eficácia entre 70% e 90%, dependendo da causa subjacente.
Quando a medicação oral não é suficiente, existem alternativas como injeções intracavernosas, dispositivos de vácuo (bombas penianas) ou, em casos mais graves, próteses penianas, que apresentam taxas de satisfação superiores a 90% em Portugal.
Nos casos em que a origem é psicológica, a terapia sexual ou psicológica desempenha um papel fundamental, muitas vezes em combinação com tratamento farmacológico. O importante é perceber que não existe uma solução única, mas sim abordagens adaptadas a cada situação.
Prevenção e mudanças de estilo de vida para evitar a impotência
A boa notícia é que muitas situações de disfunção erétil podem ser prevenidas. Estudos indicam que mudanças no estilo de vida podem reduzir o risco entre 30% e 50%. A adoção de uma dieta mediterrânica, rica em frutas, legumes, azeite e peixe, aliada à prática regular de exercício físico, tem efeitos comprovados.
Manter um peso saudável, reduzir ou eliminar o consumo de álcool e deixar de fumar são passos decisivos. Para quem já sofre de doenças crónicas, o controlo rigoroso da glicemia, tensão arterial e colesterol é essencial não só para a saúde sexual, mas para o bem-estar geral.
Mitos e verdades sobre a DE em Portugal
Mito: “A disfunção erétil só afeta homens idosos.”
Verdade: Cerca de 2,3% dos jovens adultos já apresentam o problema.
Mais do que uma questão física, a impotência pode afetar a autoestima, os relacionamentos e a perceção de masculinidade. Falar sobre o tema é parte da solução.
A disfunção erétil é comum, tratável e não deve ser vivida em silêncio. Em Portugal, o SNS oferece diagnóstico e acompanhamento, e mais de 90% dos homens recuperam com o tratamento adequado. Quebrar o tabu é o primeiro passo. Se há sinais, marque consulta e trate da sua saúde; sem vergonha.
