Impantes ou enxertos na rinoplastia

É nas intervenções cirúrgicas destinadas a corrigir estas últimas características que a escolha do cirurgião recai, frequentemente, na colocação de implantes ou enxertos nasais, cuja função é moldar, aumentar a projeção ou melhorar o contorno do nariz. Este procedimento é geralmente denominado por rinoplastia de aumento, já que, na maioria dos casos, se intervém no dorso, para aumentar a ponte nasal, acrescentando altura a uma estrutura demasiado plana, que pode apenas constituir a forma anatómica natural, ser consequência de malformações congénitas, derivar de um traumatismo, muitas vezes simplesmente ocorrido em contexto de prática desportiva, ou de lesões de origem diversa.
A colocação de um implante ou enxerto terá de ser cuidadosamente analisada pelo especialista, tanto no que se refere ao tipo de material a ser usado, como ao tamanho ou à forma a eleger, de acordo com a anatomia nasal do paciente, a espessura da sua pele, a respetiva história clínica e os aspetos a serem corrigidos ou melhorados.
Os primeiros procedimentos de aumento começaram por ser autólogos, isto é, criados a partir de cartilagem ou osso retirados do corpo dos próprios pacientes, o que, na prática, implica dois procedimentos, já que é necessária a fase de recolha do tecido a implantar. A técnica mantém-se atual, havendo agora a possibilidade de recorrer a materiais sintéticos, como o silicone, que é já usado há décadas, em procedimentos seguros com resultados eficazes.
Os avanços nas técnicas da rinoplastia e a oferta de implantes biocompatíveis disponíveis em modelos e tamanhos suscetíveis de corresponder a necessidades específicas têm acrescentado confiança no processo, tanto a cirurgiões como a pacientes.
Não há uma resposta única para a questão: “O que é melhor usar na rinoplastia de aumento: enxertos ou implantes?”. É prudente e aconselhável optar de acordo com a situação de cada paciente e o consequente plano cirúrgico a delinear pelo especialista, após avaliação cuidada. Poderá mesmo ser proposta uma intervenção que combine um implante de silicone para aumentar a ponte nasal e o recurso à cartilagem autóloga para levantar a ponta do nariz, se esta for a decisão ótima para conseguir os melhores resultados.
Não existem ainda estudos suficientemente conclusivos no que consta à duração e aos riscos dos implantes. Todos sabemos que têm uma percentagem de rejeição que varia amplamente na literatura. Na minha prática clínica, posso afirmar que os únicos impantes que removi foi por descontentamento do paciente, nomeadamente em rinoplastias étnicas. No que concerne a riscos graves, nem a literatura nem a minha prática encontram motivos para preocupação do paciente. Uma coisa é certa: a satisfação dos meus pacientes que são submetidos a cirurgia de implantes supera largamente a daqueles em que são usados enxertos autólogos.
