Pais e educadores

Guia infantil sobre o Coronavírus: como explicar e orientar as crianças

Atualizado: 
11/03/2020 - 15:09
A disseminação do Coronavírus é o tema do momento em Portugal, especialmente após a confirmação do 41º caso. O país está a anunciar regras sobre a proibição de eventos culturais e desportivos. As escolas e instituições de ensino estão a apertar as medidas para evitar o contágio e cada vez mais diretores pedem que as férias da Páscoa sejam antecipadas. A proposta, inclusive, já foi apresentada ao Ministério da Educação. Diante deste cenário, cada vez mais dúvidas e, sobretudo, fake news, rumores e informações exageradas começam a surgir, o que pode causar pânico não só entre os adultos, mas também entre as crianças. Por esta razão, a Yoopies criou um guia infantil sobre o Coronavírus de forma a ajudar os pais e os educadores a lidar sobre o assunto com as crianças.

O que é o Coronavírus?

O Coronavirus, também conhecido como COVID-19, é um novo vírus, de origem asiática, que pode causar sintomas como febre, dificuldade respiratória e dores no corpo muito semelhantes aos da gripe.

Mas todo este pânico para uma simples gripe?

A resposta é não! O COVID-19 é como um primo bem mais forte da gripe, ambos, na verdade, vêm da mesma família, que inclui muitos outros vírus, mais ou menos conhecidos. O problema é que o COVID-19 nunca tinha aparecido antes, e permaneceu desconhecido até Dezembro do ano passado, quando surgiu oficialmente pela primeira vez na China.

De forma simples e direta: pode-se dizer que é um vírus desconhecido e não há uma vacina e que, por isto, é importante a prevenção!

Quais são os sintomas do COVID-19?

Este vírus tem sintomas bastante variados, mas como já tínhamos dito, são muito semelhantes aos da gripe. Os mais comuns são: tosse, febre (acima de 37º), dificuldade respiratória e insuficiência renal. Outros possíveis sintomas: dores no corpo, congestionamento nasal, inflamação na garganta e diarreia.

Como saber se é apenas uma gripe ou o vírus COVID-19?

Para ter certeza da identidade do vírus, é necessário procurar atendimento médico e realizar um exame específico, ou seja, uma análise da infecção da garganta. O teste detecta o agente infeccioso pela carga genética do paciente a partir de amostras de vias aéreas ou de catarro.

É contagioso? Quais as formas de transmissão?

Embora as investigações sobre as formas de contágio ainda estejam em andamento, por enquanto podemos dizer que o vírus CODIV-19 é contagioso. O vírus pode ser transmitido pelo ar, por contacto e por superfícies não higienizadas.

  • Pelo ar: por saliva, catarro e gotículas expelidas pela boca (espirro, tosse e fala).
  • Por contacto: beijo, aperto de mão e abraço.
  • Superfícies não higienizadas: celulares, maçanetas, corrimões, botões, teclados e apoios de transportes públicos.

Por exemplo, se uma pessoa infectada toca num objecto, e depois eu toco nele também, tenho de ter cuidado para não coçar os olhos, o nariz ou colocar os dedos na boca sem primeiro lavar as mãos.

O CODIV-19 é assim tão perigoso?

Apenas 1 em cada 6 pessoas fica gravemente doente e desenvolve dificuldades respiratórias a longo prazo. As pessoas com maior risco de complicações são os idosos e aqueles com condições de saúde instáveis. Por razões de segurança, no entanto, é sempre preferível que procure cuidados médicos logo que se sinta indisposto.

Importante: lembre-se sempre de manter a calma e confiar apenas nos conselhos médicos!

Como proteger-se do vírus?

Respeitar as regras de higiene é muito importante.

A prevenção começa com a lavagem das mãos. É bom lavar várias vezes ao dia, especialmente quando se chega a casa. Esfregue as mãos com sabão e lave com água morna durante pelo menos 30 segundos (pode usar uma ampulheta ou um cronómetro para ajudar!) esfregue por fora e por dentro, sem esquecer o espaço entre os dedos!

Quando tossir ou espirrar, coloque sempre as mãos na frente da boca e lave-as imediatamente antes de tocar em qualquer objeto ou pessoa.

Higienização de forma lúdica!

  1. Teste da tinta guache com olhos vendados

Lavar a mão correctamente - com água e sabão, lavar os punhos, palmas, dorso, a parte entre os dedos, e esfregar as unhas e as pontas dos dedos - é uma das medidas mais eficazes para combater a doença.

Um bom jogo para explicar às crianças quanto tempo e esforço devem ser dedicados a esta tarefa é usar tinta guache para ser removida na lavagem.

A brincadeira é feita com os olhos da criança vendados, de modo que a criança perceba se a limpeza foi eficaz - quando ela pensar que acabou, ela deve tirar a venda e ver o resultado.

  1. Lave as mãos enquanto canta Parabéns

Uma maneira de mostrar o tempo necessário para lavar as mãos é cantar ''Parabéns a você'' duas vezes seguidas. A criança deve ser orientada a limpar o espaço entre os dedos, bem como a esfregar o dorso e o pulso.

Na escola, é importante secar as mãos com toalha de papel descartável e, se a torneira não for automática, utilizar um papel para fechá-la.

  1. Prova da beterrada

Quem assoar o nariz com um lenço de papel deve lavar as mãos depois em seguida. Para provar a necessidade disso para aos pequenos, faça o teste da beterraba!

Mas o que é isto?

Quando a criança pegar a beterraba com um lenço, as mãos também ficarão vermelhas - o que mostra que o líquido (e, portanto, o vírus que ela pode estar carregando) alcança facilmente às suas mãos.

Mas acima de tudo…

Uma das coisas mais importantes a fazer nestes casos é manter a calma. Diga ao seu filho que não vale a pena ficar chateado, implicar com os outros ou adotar comportamentos desrespeitosos. Higiene e compreensão são prioridades!

Não procure os responsáveis, porque não há um culpado específico. Temos visto nas últimas semanas episódios de preconceito e intolerância contra os asiáticos, porque pessoas mal informadas os culpam pela disseminação do vírus, o que não é verdade.

A falta geral de informação leva ao pânico coletivo e à raiva infundada.

O conhecimento é o primeiro passo para proteger-se!

https://yoopies.pt/

Fonte: 
Yoopies Portugal
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Foto: 
Pixabay